é uma querida! Devo ser das poucas pessoas a escrever uma coisa destas, mas é o que sinto, a mais pura das verdades.
No início, desconfiei, claro, achei que queria meter o bedelho, achei que sentia que eu lhe tinha roubado o filhinho muito amado. E da parte dela senti também alguma resistência. Enfim, eu era a nora e ela a sogra! Normal, portanto. Mas os anos foram passando e a nossa relação foi-se aprofundando, de tal maneira que agora sei que tenho uma amiga, de verdade, com quem posso contar.
Tem o cuidado de me telefonar sempre que o Homem lá de casa não está. Tem o cuidado de me convidar para ir lá almoçar, tem o cuidado de passar lá em casa, dar-me um "miminho". Oferece-se para "o que for preciso" e é mesmo assim, quando é preciso, avança sem preconceitos, dedicando-se de corpo e alma.
E é com ela que conto sempre que (raramente) acompanho o Homem lá de casa nas suas viagens, entregando-lhe aquilo que mais tenho de precioso neste mundo, a T. e a P.
E o facto de trocar refeições, baralhar-se no nº de gotas que tem que dar das vitaminas e outras coisas semelhantes, eu confio na minha sogra. Quero lá saber se tomou 6 em vez de 12 gotas, quero lá saber se comeu a sopa ao almoço em vez de ser ao jantar, quero lá saber se pôs umas pedrinhas de sal na comida da P., não me interessa se não tomaram banho porque estava muito frio e só lhes lavou os pés e o rabo! O que conta, para mim, é o tamanho do seu coração, a forma meiga como trata as netas, a sua dedicação e dar sempre o seu melhor.
A T. e a P. gostam de estar com ela, sentem-se bem, riem com as suas graçolas e agradecem os seus mimos.
Consigo trocar confidências com ela e vice-versa. Aliás, ela topa logo quando eu estou cansada, desmotivada, desconsolada, assim como eu vejo logo quando ela está na mó de baixo.