Tenho 37 anos, sou mãe da Totas, da Pisco e da bebé L. Vivo numa azáfama entre a casa e o trabalho.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Novo Ano
Mas porquê que querem enfiar-me 12 passas pela goela abaixo e fazer beber uma bebida clara, cheia de gás e com uma sabor que não aprecio de todo? Dispenso, obrigada!
Se a passagem de ano incluir um fim-de-semana prolongado, num local diferente, com amigos, nós lá estamos, na primeira linha para aderir ao programa, mas não somos muito adeptos de alinhar a um qualquer encontro que tenha por objectivo único saltar no segundo exacto.
Ontem, ao almoço, surgiu a oportunidade de ir festejar a passagem de ano em casa dos cunhados, onde irão mais 30 pessoas, entre crianças e adultos.
O convite não foi formal, foi feito ao estilo: "oh pá, mais um menos um é indiferente. Se quiserem, apareçam".
O homem lá de casa juntou a sua cara à minha e segredou: "deixamos lá as crianças e vamos nós os dois passar o ano para outras bandas!"
O que me interessa é que 2008 seja pelo menos igual ao de 2007. Foram, sem dúvida, 365 dias marcados pela descoberta de uma vida a 4. Não quero fazer premeditações. Um dia de cada vez, cada resolução a seu tempo... certo é já não fumar há 21 dias!
Aos meus amigos, a todos os que por aqui passam e me visitam, desejo um BOM ANO! Com saúde, felicidade e cheio de sucessos, pessoais e profissionais!
Cintilografia com DMSA
Fui buscá-la a casa às 10:30. A sua boa disposição deixou-me feliz. Mostrei-lhe o casaco, que é já sinónimo de passeio. E desta vez só com a mãe. Chegámos ao hospital 10 minutos antes da hora marcada.
Lá foi chamada e, vendo a senhora de bata branca, imediatamente virou a cara e serviu-se do meu colo para se refugiar de mais uma pessoa estranha que lhe apareceu à frente. Contrario a sua reacção e imediatamente o choro salta. As lágrimas, pesadas, caem sem parar e ainda ninguém lhe tinha tocado.
Quando estavam as suas mãos a serem vistas, numa espécie de vira-daqui-para-ali-em-busca-do-melhor-local, decidi avançar com a sugestão de um pé.
"Prefiro uma picada certeira do que três tentativas falhadas nas mãos", disse, sabendo que os seus pulsos de atarraxar demonstram bem que as veias nas suas mãos são (praticamente) invisíveis.
A enfermeira fez uma cara de espanto, dando a entender que eu era ave-rara por aquelas bandas, mas nem hesitou em concordar. E no primeiro pé descalço lá estava o ponto ideal para a picadela certeira.
Tivemos três longas horas de espera até ao exame, o que eu mais temia. Lá ficou deitada, amarrada, durante cerca de 15 minutos. Chorou, chorou muito, só pelo simples facto de estar presa (e que técnica aquelas enfermeiras têm para o fazer!).
Para surpresa minha, ao fim de 10 minutos de desespero, percebeu que, afinal, não a estavam a magoar, que eu estava bem perto, a fazer-lhe festas na cabeça e de mão dada, e que não havia motivo para tal berreiro. Ficou ali, deitada, presa, a olhar para mim, a ouvir-me até ao fim do exame.
E o bom que foi agarrá-la no final, abraçá-la com força e dar-lhe o abrigo por que tanto ansiava.
Agora aguardamos até 08 de Janeiro para saber o resultado.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Características peculiares
Acrescento mais uma coisita: quando lhes dão uma mão querem logo o braço todo!
Esta manhã, ao sair a correr de casa, a minha empregada pergunta:
Menina Joana, segunda-feira trabalho?
Ah pois, pois. Trabalha, como eu e muita gente...
Decidi dar-lhe o dia 24. Claro, queria logo o 31! E eu que não aprendo...
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
(Balanço2) Natal
A minha irmã mais nova, a M., mudou-se lá para casa na noite de 25. Fica connosco até os pais regressarem de uma semana de férias.
A minha irmã mais velha chegou ontem de UK e por cá fica 15 dias de férias, com toda a família ( os sobrinhos estão grandes!).
O trabalho não pára...
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
(Balanço) Natal
Que boa que foi a minha consoada. Que bom que foi estar junto da família, mesmo que em número reduzido, e ver a minha mãe bem disposta, com força.
Que bom que foi acordar esta manhã, já em casa, e ver que nos deixaste presentes no sapatinho e ver que bebeste a água, comeste duas das três bolachas que te deixámos, bem como levaste o pacote de leite achocolatado, que tinha uma etiqueta que dizia "Para as renas".
Aos meus amigos, desejei um feliz Natal e (já adiantando a coisa) um 2008 muito generoso, porque eles merecem! Espero que tenhas conseguido satisfazer este meu pedido.
Pai Natal,
Quero, então, agradecer teres sido tão atencioso connosco. Mas, acima de tudo, quero agradecer a felicidade que deste à T. Que bom que foi vê-la feliz, contente, radiante, fulgurante, resplandecente... e poderia continuar com os sinónimos, mas não vale a pena.
Cada vez mais o Natal é de e para as crianças. E são elas, de facto, "o nosso combustível, a nossa fonte de energia", como afirmou uma mãe que está a passar um mau bocado.
E hoje há mais, bem sei, mas apenas poderei partilhar por pouco tempo esses momentos com a família. A sogra vai certamente enviar-me o tupperware com as iguarias, sabendo, desde já, que não dispenso a (sua) Roupa Velha e a (sua) aletria.
A profissão obriga-me a estar hoje de plantão. Mas só repetirei esta proeza daqui a sete anos, porque é uma tarefa rotativa...
Saí de casa às 09:30, as ruas estavam desertas. Ainda não vi os amontoados de papel e caixotes nas esquinas, mas eles vão aparecer, mais hora menos hora, porque o povo português ainda não liga muito a questões ambientais.
Fui ao quiosque comprar os jornais (JN e Record, nada mais sai a 25 de Dezembro).
Agora estou aqui... aguardo qualquer coisa.
domingo, 23 de dezembro de 2007
Não lhe vejo melhoras em mais de 24 horas. Regressa ainda hoje ao veterinário.
Felizmente, a T. está praticamente indiferente à situação. Percebeu perfeitamente que a G. está "velhinha" e, à semelhança do que aconteceu com a bisavó, pode morrer por isso. Depois logo veremos a sua reacção. A P., naturalmente, ainda está mais distante e continua a fazer uma festa (é mais puxar os pêlos!) cada vez que se cruza com a cadela e a sorrir-lhe de manhã.
Fiquei apreensiva com a minha irmã mais nova. A verdade é que a G. entrou na minha vida era eu ainda solteira e a minha irmã ainda nem sequer existia. Cresceram juntas, estiveram juntas até eu sair de casa. Ontem à noite foi jantar connosco e, antes e depois da refeição, não largou o chão, ou melhor, não saiu de perto da cadela.
Chegou mesmo a perguntar-me, com as lágrimas a caírem pela cara abaixo, se os veterinários matam os animais. Fui honesta. A vida é mesmo assim...
Expliquei-lhe que a G. iria em breve para o consultório do veterinário, porque está muito doente e eu não quero que ela morra em casa, e dei-lhe a garantia que será muito bem tratada até morrer. Mas acrescentei que sim, que é possível matar os animais que estão em grande sofrimento. E que mais vale dar-lhes uma injecção indolor e acabar com o seu sofrimento do que tê-los vivos, sem condições mínimas de sobrevivência.
Seguiu-se a pergunta se tal também era possível com as pessoas...
Fui mais uma vez honesta, respondi que sim, mas que isso, que se chama eutanásia, é ilegal... e quem o fizer vai preso.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Preocupação
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Às 23:30, a P. estava com 40,1 de febre, depois de um dia quase normal.
Bem, não faço ideia, mas como a febre apareceu de novo de manhã já tratei de falar com o pediatra e esta tarde vamos fazer-lhe uma visitinha.
E amanhã tenho que ir com ela fazer um exame com um nome que nem sei dizer ou escrever, mas é da área da medicina nuclear... vamos ficar radioactivas!!!!
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Ideias soltas
Noite péssima, a acordar de hora a hora com a P.
Últimos dois dias loucos de trabalho, entre "Pidás" e outras figuras do Norte.
Presentes de Natal comprados, embrulhados e arrumados.
Está um frio do caraças.
A ausência de nicotina está a soltar-me a língua, estou com tendência para dizer palavrões.
Já comi uma bola de berlim hoje.
As "chiclets" já me chateiam, não há sabor que me agrade.
O Homem lá de casa faz-me falta.
Largava já este tasco para ir para casa...
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Exageros
E os doces de Natal, que eu adoro, estão quase em cima da mesa. Os mexidos, as rabanadas, a aletria, os sonhos, só de pensar já me apetece ir ali comprar uma qualquer confeição culinária em que entra açúcar ou mel!
domingo, 16 de dezembro de 2007
Mãe quê?
Resultado : Super Mãe
Gosta de ver o seu filho ou filha crescer e seguir o seu rumo. A experiência de ser mãe fascina-a. Todos os dias são repletos de surpresas, progressos e emoções. Gosta de lhe dar liberdade, mas ao mesmo tempo controla a criança de modo a que não surjam problemas de maior. Quer criar um adulto confiante, independente e sonhador. O seu lema é: “as pessoas aprendem com os próprios erros”. Corre o perigo de se sentir obrigada a abafar algumas emoções para não o ou a sobrecarregar. Parece estar em sincronia com o desenvolvimento do seu filho ou filha.
Revejo-me nesta situação. Que bom!
sábado, 15 de dezembro de 2007
Natal
Hoje foi dia da festa da T., que esteve muito bem enquanto Duende.
Vendo um anúncio de uma Barbie-não-sei-das-quantas comenta com o pai:
T: Eu gostava de ter tudo o que é piroso!!!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Não fumo
Estou contente comigo mesma.
Os motivos para esta tomada de decisão foram vários, desde insistentes pedidos da T. à nova lei do tabaco, que entra em vigor daqui a uns dias.
Não gosto de discriminar ninguém nem de ser discriminada e a nova lei odeia os fumadores. Assim sendo, venha ela, que eu (até) já estou preparada! A minha saúde também agradece muito esta decisão!
Adeus Tabaqueira Nacional, nunca mais contribuirei para a tua fortuna e, já agora, adeus Estado, que tb não levas nem mais um cêntimo meu nos impostos que aplicas ao tabaco.
SG Ventil, meu amigo há muitos anos, de ti guardo as melhores recordações, foste um grande aliado nos bons e maus momentos. Até sempre!
sábado, 1 de dezembro de 2007
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Bimby - Troca de milhares em Portugal
Há um prazo para a troca das bimbásticas, atenção! E são todas trocadas, desde 2004 até agora!
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
NY(3)
Pelo meio, matei saudades do "bagel with cream cheese" ao pequeno-almoço, bem como da "spicy italian sandwish" do Subway. Como não podia deixar de ser (porque o Homem lá de casa é um guloso), lá fomos também ao Dunkin'Donuts, que já tem expresso, além daquela água-suja-que-não-sabe-a-nada, servida num "balde" de esferovite ou cartão com uma tampa plástica branca que, dizem eles, dá muito jeito para beber o café.
Neve? Nem vê-la, não caiu, porque, apesar de terem estado quatro graus ao meio-dia, o céu andou sempre limpo por aqueles lados. Mas não fez falta, o encanto não se perdeu com aquelas cores todas à nossa frente, quer das folhas e dos arbustos como das decorações de Natal, que se espalham por pequenos jardins no meio da cidade, lojas, edifícios e ruas.
E estivemos juntos, sozinhos, mas com as filhas no coração e nas palavras! Engraçada esta história de se deixar os filhos e depois serem constantemente tema de conversa...
Bimby - 1º problema
Ela saiu-me cá uma mariquinhas. Chora com a Bimby, chora com o secador de cabelo e chora com o mini-aspirador! Tou feita ao bife...
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
NY(2)
Natal solidário
Um projecto de uma mãe de três filhos que se viu "confrontada com os insistentes pedidos de mais e novos brinquedos, muitas vezes desnecessários mas obrigatórios no grupo de amigos".
A ideia é fantástica!
Branca, parabéns pela iniciativa. Só espero que as escolas sigam as tuas pegadas.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
NY
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Agora com (algum) tempo para dar resposta
Que estava a fazer há 10 anos atrás?
Estava solteira, a iniciar-me no mundo do trabalho em Lisboa, com duas amigas
5 Snacks que gosto:
- Húngaros (biscoitos)
- Chocolates
- Croquetes
- Crepes
- Caju
5 músicas cujas letras conheço de cor:
- "As saudades que eu já tinha da minha alegre casinha" - Xutos
- "Só pra dizer que te amo" - Clã
- "Girl You'll Be a Woman Soon" - do filme Pulp Fiction
- "Velha Infância" - Tribalistas
- "Still Haven't Found What I'm Looking For" - U2
5 coisas que eu faria se fosse milionária?
- Amortizava já o empréstimo da casa
- Comprava uma casa com jardim
- Ajudava familiares
- Viajava (até à Austrália)
- Tinha mais crianças em casa e uma empregada a tempo inteiro!
5 coisas que eu gosto de fazer?
- Alinhar numa boa petiscada com amigos
- Ter tempo para brincar com as minhas filhas
- Viajar
- Jogar cartas
- Ler
5 coisas que nunca voltaria a vestir/calçar:
- Enchumaços
- Calças justíssimas
- Tops (daqueles de ficar com a barriga à mostra)
- Saias balão
- Sandálias de plástico
5 brinquedos que gosto:
- Computador/Internet
- Máquina fotográfica
- Puzzles
- Cartas
- Bolas
Passo o desafio. Feel free!
Vou
Entretanto, a lista de encomendas engrossa de dia para dia. Amigos e familiares entram em contacto a pedir "só uma coisinha"... mas com coisinha mais coisinha já estou a ver que não teremos espaço para tudo.
A nossa prioridade é gozar 3 dias sozinhos, revisitar a cidade, mas desta vez apanhando o seu espítito natalício, comprar presentes de Natal para toda a família e deliciarmo-nos, vaguear por ali.
Há locais que são já míticos e obrigam sempre a uma visita, outros aparecem quase de surpresa e de imediato me conquistam.
Eu sou fã de NY. Adoro aquela cidade e quanto mais a conheço mais gosto dela!
Chegou!
E para o jantar vamos ter... aceitam-se sugestões!
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
domingo, 18 de novembro de 2007
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Ternura
Ver a pisco a rir, toda contente com a irmã.
Fiquei derretida... e, apesar de saber que ainda me espera muita luta entre as duas, fica a certeza do que sentem uma pela outra.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
"Ota escondida com Alcochete de fora"
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Raios de manhã
Lá segui atrasada para o colégio, para deixar a T., e parti para um Continente diferente do habitual em busca de um par de sapatos com 50% de desconto. E lá estava, o modelito escolhido no tamanho pretendido, fantástico. Aproveitei para adquirir duas camisolitas para je, moi-même, porque o preço era bastante convidativo, peguei em mais meia dúzia de coisas perfeitamente dispensáveis e fui para uma caixa. Foi então que descobri que tinha deixado o cartão multibanco na carteira que usei ontem e tentei o Visa, mas não soube o código! Ainda exprimentei duas vezes, mas desisti. É raro usar o Visa, só mesmo em viagens e aí assino... Nem cheques nem nada! As coisas lá ficaram, mas prometi à senhora regressar. Voltei a casa, voltei ao Continente, paguei. Segui até à Worten para cuscar o preço do novo CD dos Clã - "Cintura" - e uma das porcarias que tinha nos sacos fazia apitar o sistema de alarme da loja. Eram os sapatos. Voltei ao Continente para me desactivarem aquela merda e decidi ir embora. Deisisti do CD.
Avancei então para uma zona completamente diferente da cidade para ir trocar um presente que deram à P. Estacionei, entrei, vasculhei e não encontrei nada de especial para fazer a troca. Lá desencantei um vestido giro e que daria já para a "toilette" do Natal. Pedi o tamanho e, claro, já não havia! Acabei por trazer mais uma "blusinha", que não era nada daquilo que eu queria, mas pronto!
Já no regresso a casa, decido parar num local para mim emblemático para um café e um doce, mas reparo que a "La Coppa" já não existe. Nem acredito, como é que agora vou adoçar a boca? Passei anos de juventude naquel espaço, a comer crepes e panquecas doces, com chantilly por cima, passei as duas gravidezes lá, a consolar-me com aquelas maravilhas! E os crepes salgados? Irresistíveis também! Agora é um loja da Haagen Dazs, o que é bom, mas não se compara com a "La Coppa". Como vou alimentar o meu terceiro filho um dia destes?? Que desconsolo...
Decidi "arrumar as botas", aqui estou em casa e preparo-me para ir ao Centro de Saúde com a P. para tomar a vacina da varicela!
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
A minha sogra
No início, desconfiei, claro, achei que queria meter o bedelho, achei que sentia que eu lhe tinha roubado o filhinho muito amado. E da parte dela senti também alguma resistência. Enfim, eu era a nora e ela a sogra! Normal, portanto. Mas os anos foram passando e a nossa relação foi-se aprofundando, de tal maneira que agora sei que tenho uma amiga, de verdade, com quem posso contar.
Tem o cuidado de me telefonar sempre que o Homem lá de casa não está. Tem o cuidado de me convidar para ir lá almoçar, tem o cuidado de passar lá em casa, dar-me um "miminho". Oferece-se para "o que for preciso" e é mesmo assim, quando é preciso, avança sem preconceitos, dedicando-se de corpo e alma.
E é com ela que conto sempre que (raramente) acompanho o Homem lá de casa nas suas viagens, entregando-lhe aquilo que mais tenho de precioso neste mundo, a T. e a P.
E o facto de trocar refeições, baralhar-se no nº de gotas que tem que dar das vitaminas e outras coisas semelhantes, eu confio na minha sogra. Quero lá saber se tomou 6 em vez de 12 gotas, quero lá saber se comeu a sopa ao almoço em vez de ser ao jantar, quero lá saber se pôs umas pedrinhas de sal na comida da P., não me interessa se não tomaram banho porque estava muito frio e só lhes lavou os pés e o rabo! O que conta, para mim, é o tamanho do seu coração, a forma meiga como trata as netas, a sua dedicação e dar sempre o seu melhor.
A T. e a P. gostam de estar com ela, sentem-se bem, riem com as suas graçolas e agradecem os seus mimos.
Consigo trocar confidências com ela e vice-versa. Aliás, ela topa logo quando eu estou cansada, desmotivada, desconsolada, assim como eu vejo logo quando ela está na mó de baixo.
domingo, 11 de novembro de 2007
Mundo
create your own visited countries map
Aqui está o mapa dos países por onde já passei!
(e é o que se faz num dia em que tenho que marcar o ponto, mesmo não se passando nada!)
Meteo
Passeios
Amanhã é o São Martinho, numa quinta em Penafiel. Quinta-feira é uma deslocação até à Maia para apresentar a história "Os três cabritinhos", no âmbito de um encontro de educadores de infância, se não estou em erro. Vão tocar xilofone.
E diz-me a T. a propósito da autorização para ir à Maia: "Mãe, hoje tenho aqui na mochila uma carta de extrema importância".
E cá está um exemplo de como o seu vocabulário cresce a olhos vistos.
(extrema importância???!? É expressão que não uso, mas ok!)
sábado, 10 de novembro de 2007
Programas
A T. foi à bola com o pai!Um programa a dois que incluiu passeio de metro, jogo de futebol, sandes de panado, encontros com tios e sono... muito sono.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Optimismo
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
E com a segunda... é sempre a andar!
A carga em dias de saída é pouca, os "morfes" desenrascam-se e ela anda sempre para cá e para lá, bem ao estilo de uma mochila.
A diferença maior é, no entanto, a rapidez com que os segundos filhos têm acesso a tudo! brinquedos, comida de crescidos e doces.
Dou por mim a enfiar-lhe umas garfadas (onde é que a T. com apenas 1 ano metia um garfo na boca?!) de pêra cortada aos bocadinhos, arroz malandro de feijão e sopa com couves (que ela mastiga sem ter ainda mais do que três dentes incisivos), por exemplo.
E já provou bolo de chocolate, gelatina e outras coisas "boas" que a irmã lhe vai dando...
Por aqui acontece o mesmo. E por outros lados deve também ser assim, não?
sábado, 3 de novembro de 2007
Para ti, P.
Um ano de profundo amor por ti, de grande partilha.
Um ano de alegrias, descobertas e algumas (poucas, felizmente) preocupações.
Um ano que me preencheu, que me fez crescer e me fez aprender muito.
Um ano de vida, o teu primeiro ano!
Muitos parabéns, minha querida P.
A mãe estava muito mal habituada, não sabia o que era ter um bebé em casa, porque a T. nunca deu muito trabalho, raramente chorava, nunca teve cólicas, sempre comeu e dormiu.
Foste muito chorona desde o fim do primeiro mês até ao dia em que cumpriste cinco meses. Não havia embalo, colo, conforto, mimo ou leite que te acalmasse. Cólicas??!? Bebé chorão?!?!?? Tudo isso poderia responder ao porquê de tanta inquietação.
Mas foi exactamente nesse dia em que fizeste cinco meses que te levei pela primeira e única vez às urgências do S. João. Foi nesse dia, perante a tua recusa em comer o que quer que fosse durante longas horas e perante a ausência do teu pediatra que nem hesitei em avançar para um hospital, pedindo à avó que ficasse com a T. em casa.
Foi nesse dia que te diagnosticaram uma possível infecção, confirmada dois dias depois e que te levou ao internamento no hospital da nossa área de residência, onde ficámos durante sete longos dias e durante a Páscoa.
E passados dois dias de internamento eras já uma outra bebé, bem disposta, muito semelhante ao que és agora, cujo sorriso me derrete, como já o escrevi aqui.
Exigente e determinada mas muito meiga, és uma criança cheia de vida, que adora mimos e venera a irmã. Nada melhor do que uns copos/garrafas de iogurtes vazios para te entreter e a "laranjinha", que seguras bem e não deixas que te tirem.Serás sempre a minha "pisco" de gente, apesar de teres já perdido aquele ar franzino que me conquistou desde o primeiro segundo em que te vi.
Minha querida, o quanto gosto de ver que és feliz, o quando desejo que assim continues, pela vida fora, sabendo, no entanto, que terás momentos de desilusão, de muitas birras e de tristezas, mas isso faz parte, faz parte do crescimento de todos nós.
E o que quero que saibas é que estou aqui, estarei sempre, de braços abertos para te aconchegar.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Há um ano...
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Tendências
terça-feira, 30 de outubro de 2007
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Higiene Oral
Vieram para casa com amostras de pasta de dentes (Elgydium), uma solução para bochechar, um diploma de conhecimentos bem adquiridos na correcta escovagem dos dentes, um autocolante de bom comportamento e... uma nota pessoal!
No caso da T.: "Sem cáries, melhorar escovagem dos dentes posteriores".
E agora são muitos e muitos minutos para cumprir de forma cuidada o ritual da sua higiene oral.
1º - lava a dentuça
2º - bochecha com o colutório
3º - passa o fio dental
4º - a mãe que espere um bocadinho, porque fazer isto tudo é muito importante e não interessa nada se eventualmente chegar tarde ao emprego!
5º - a cena repete-se ao deitar...
A clinica tinha ainda uma "fada dos dentes", com parte da cara coberta com brilhantes azuis, que explicou o que fazer quando caem os dentes.
Mais hora menos hora...
Hoje, às 07:00, já estava a mais velha a cantar para a mais nova, que se desfaz em sorrisos com aquelas piadolas. Ainda tentei interceder, mas não valeu de nada, ou melhor, foi pior a emenda que o soneto. Depois de ir ao quarto delas para mandar calar a T., a P. começou chorar.
(óh pois, quem me mandou pensar que ía conseguir dormir mais uns minutos, armada em xica-esperta, pensando que conseguia que as duas fechassem os olhos mais 40 minutos!!!) .
E agora é noite tãoooooooooooooooo cedo.
Clã
Foi um concerto muito simpático, muito "familiar".
Inteligentemente, os Clã alternaram músicas do novo álbum com as já muito conhecidas, o que fez vibrar aquelas cerca de 500 pessoas que ali estavam na Sala 2 da CdM.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Night
Parece coisa de adolescente, mas sinto-me muito confiante!...
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Utilidades
O problema é que com os sapatos não consegue arrastar-se tão bem como antes. Ela não gatinha, arrasta o rabo dando umas voltas às pernas - não sei explicar como é ela que faz aquilo, mas poderá ter futuro numa ginástica desportiva qualquer, tal é a sua agilidade - e vai onde quer, de preferência a um local onde possa pôr-se de pé para mexer no "fruto proibido".
Andei à procura de uma imagem de uns sapatos semelhantes para aqui colocar, mas a verdade é que não encontrei. E são básicos... azuis escuros.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
As primeiras são aquelas em que a T. dorme na sua cama, toda a santa noite, o que acontece quase sempre.
As segundas são aquelas em que a T. pode adormecer na cama dos pais, mas depois é transportada para a sua cama e lá fica toda a santa noite.
As últimas são as noites em que a T. pode dormir toda a santa noite na cama dos pais.
Ela adora esta designação, pede uma noite especial de vez em quando, nunca pede uma noite super-especial, porque sabe que leva um não! Sou eu a oferecer-lhe essa oportunidade quando vejo que as suas crises de paizite estão mais agudas.
Não me lembro de ter aparecido a meio da noite na minha cama. Costuma chamar primeiro!
Outro dia dormiu na cama do tio João em casa da avó. Disse-me logo: Óh mãe, foi uma noite super-especial!
A pensar no Natal
T. : Mãe, amanhã a D. vai-me trazer o número de telemóvel do pai Natal e da mãe Natal!
Eu: Que bom, mas como é que a D. conseguiu esses números, eu nunca consegui...
T: Óh mãe, a D. quando era pequenina foi à Lapónia e eles deram-lhe os números...
Eu: Que sorte!
T.: Óh mãe, assim depois podemos ligar e pedir os presentes em vez de mandar a carta!
Eu: O problema é se eles não têm tempo para atender o telefone ou está sempre ocupado. O melhor é enviar a carta, é mais seguro.
T.: Óh mãe, mas a D. disse-me que faz assim todos os anos e recebe os presentes...
E agora vou ter que inventar os telefonemas... Imaginação fértil, a da empregada! E que rica modernice, o Pai Natal receber as encomendas por telefone!
Encarregado de educação sofre!
São pais que insistem que os filhos devem lavar os dentes após o almoço, depois de já lhes ter sido dito no ano anterior em todas as reuniões que eles trocam escovas, pastas, gostam de fazer experiências artísticas e-tal-e-coisa e que o tempo não é muito para supervisionar o acto.
São pais que trazem as super-capacidades dos seus filhos ao debate, numa tentativa de individualizar a conversa.
São pais que pedem isto-e-mais-aquilo para os filhos.
São pais que usam na maioria das suas palavras diminutivos!
A educadora tem hora de atendimento, mas parece que isso não interessa nada. Apesar de afirmar por várias vezes estar disponível para falar com cada um dos pais sobre os seus filhos nessa hora e que até está disponível para agendar um outro horário que seja mais conveniente, os pais insistem em tornar aquelas reuniões em encontros onde os outros têm obrigatoriamente de saber as façanhas dos seus filhos.
Perde-se tempo com isto, desvia-se a conversa para assunto que, no momento, não interessa nada.
Ainda a propósito disto, que faz parte do programa deste ano, houve uma mãe que disse discordar do método. "Não gostei nada, não concordo nada que lhes seja dito assim", afirmou, tendo recebido um olhar ofuscante da educadora, que ainda teve a coragem de explicar que apenas se limitou a dizer-lhes o verdadeiro nome dos órgãos do corpo humano.
Mas, então, não é preciso ensinar às crianças que faz parte "chamar os bóis pelos nomes"?
Pilinha, pirilau, o que quer que lhe queiram chamar, não deixa de ser um pénis.
A T., muito curiosa, pergunta sobre tudo, quer sempre saber mais sobre determinado assunto que ouviu na escola, em casa da tia, do avô e/ou da amiga.
Eu respondo, com toda a naturalidade. Vou continuar a responder.
Lembro-me bem de , aos 8 anos, perguntar à minha mãe o que era um preservativo,cujo anúncio da TV falava mas não ilustrava.
A resposta, honesta, encheu-me as medidas. E sempre que o preservativo era tema de conversa entre amigas, eu lá dava a resposta que a minha mãe me tinha ensinado e tirava a dúvida!
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Dissabores
O fim destas duas horas por dia significa que a P. cresce a olhos vistos e já vai fazer um ano. Continua bebé, é muito bebé, aliás. E só desejo que continue por mais algum tempo a gostar de se enroscar e de receber uma pilha de mimos.
back to reality
Já cá estou outra vez, no mesmo rame-rame. Seja então bem-vinda, senhora segunda-feira!
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Amanhã
Vou ao cabeleireiro
Vou a um casamento
Vou estar com amigos
E depois, vou aproveitar o FDS com o marido em casa.
Corpo Humano
Eu: Ai sim, e quem é?
T: É o coração...
Eu: E que mais é que aprendeste hoje?
T: humm... pénis, pénis (e começa a rir)
Eu: E como se chama o pipi das meninas?
T: ahhh... vagilda!
Eu: Vagina, é assim que se diz.
Conclusão: Está no bom caminho.
Depois seguiu-se uma conversa sobre o estômago e os intestinos...
Agora vou arranjar um livro com imagens, porque mostrou-se muito interessada.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Glutona
Está na hora de começar a comer de tudo, sem dúvida. E o quanto ela gosta da nossa sopa com sal, do nosso arroz com sal, da nossa comida com tempero...
Passa o dia a dizer "papa" e a apontar para os tachos no fogão. Sabe onde está o pão e aponta, dizendo mais uma vez "papa".
E não diz mais nada além de "papa" e "olá"!
Esta manhã
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Pediculose II
Não sei se o champô previne qualquer coisa, mas pode ajudar a matar eventuais ovos já em incubação.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Pediculose
A T. veio ontem para casa com uma carta na mão. A missiva dá conta que foram descobertos casos de "pediculose" na sala dela e os meninos que tiveram a sorte de ser contemplados é favor ficarem em casa.
Lá espreitei a cabeça, vasculhei entre cabelos e nada, não vi nada. Nem bolas brancas a que chamam lêndeas, nem algo que se parecesse com um bicho viajante.
De qualquer forma, fui logo comprar um shampoo para atacar a praga, não vá o diabo tecê-las...
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Ambiente
Eu separo as embalagens em casa.
Eu uso guardanapos de pano.
Eu fecho a torneira quando lavo os dentes.
Eu uso lâmpadas de baixo consumo.
(assim de repente é o que me vem à cabeça)
Mas posso fazer muito mais...
Vou começar por ter sacos de plástico no carro, para que estejam ali, sempre à mão, quando for às compras!
sábado, 13 de outubro de 2007
A saga das princesas
No colégio, a maioria das meninas veste princesas. Ela é t-shirts com as ditas e cheias de brilhantes, sapatinhas reluzentes com as suas caras, calças com uma qualquer aplicação cheia de brilho, eu sei lá, é uma lista praticamente infindável de "cenas" ligadas ao reino.
O problema é que eu não sou nada virada para a coisa. Nunca fui e acho que nunca conseguirei ser... é uma questão de feitio e gosto!
Ora, aqui está o quebra-cabeças: como conseguir contornar a questão junto da T.?
Perante tal bombardeamento, os seus gostos e a minha maneira de ser terei que encontrar um ponto de equilíbrio, não há dúvida.
A T. não é feminina q.b, é exageradamente pirosa! As calças ficam sempre fora do baralho do que vestir no dia seguinte. Sapatos azuis escuros "não são giros", t-shirts brancas com uma ou outra inscrição e imagem nada folclóricas "não têm graça nenhuma", camisas com uma gola redonda "ninguém tem", saias de peito sem qualquer tipo de borboleta aplicada "são feias", etc, etc, etc...
Ainda esta manhã, depois de a convencer a mudar o verniz cor-de-rosa choc de seis unhas das mãos (as outras quatro ficaram esquecidas, ou melhor, cheira-me que a dona do verniz não o quis gastar todo) por 10 unhas pintadas com um verniz "clarinho" (para não dizer branco, que é o que tenho) , a T. vira-se para mim e diz: "Oh mãe, tu não és nada vaidosa, pois não? eu sou..."
Sou vaidosa, claro que sou! Mulher que é mulher gosta de si, cuindando-se, tratando-se, embelezando-se, mas dentro do seu género!
A T. só pode sair à sua tia mais velha! Essa minha irmã adora "cenas" e é o que me vale no meio disto tudo, porque é ela a dar princesas à T.
Resta-me esperar que a P. seja um bocadinho mais modesta.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Séries
Esta última apenas começou na semana passada.
Diz o texto de apresentação: "The Nine - Kim Raver, a Audrey de "24 Horas", e Scott Wolf, o Jake de "Everwood", estão de volta nesta série sobre nove pessoas que passam 52 horas como reféns em um assalto a banco. A cada episódio vamos acompanhar as lembranças que vão ficar para sempre na memória de cada um deles".
A sério que não entendo esta teoria... alguém me explica?
A P. anda impossível. Noites péssimas, ranho, uma febre que vai e vem e má disposição quanto baste. Só pode(m) ser dente(s)!
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Dia Mundial da Alimentação
Mas se tivesse uma Bimby a "ração" melhorava, ai isso é verdade! O tempo que poupava na confecção daria, certamente, para me decidir a variar as ementas...
ADENDA: A comemoração do dia da Alimentação é terça-feira e não quarta. Ups!
Blog(ues)
Salto de um para outro blog de acordo com as minhas preferências, e não de acordo com a lista guardada nos favoritos. Por vezes perco-me, mas facilmente reencontro aquilo que quero, desejo ler.
Já tenho o meu TOP 10!
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Pasta de dentes
Como a pasta de dentes que habitualmente usa estava mesmo a acabar, ontem comprei a "dita" nova pasta. Banal, semelhante às outras para crianças com dentes de leite, apenas outra marca, diria eu, mas para e T. fez toda a diferença.
A pasta é das PRINCESAS! Traz três adoráveis princesas na embalagem e, mais, sai em forma de coração, é cor-de-rosa e sabe "um bocadinho a morango".
Resultado: lavou os dentes 3 vezes desde que chegou a casa: depois do lanche, depois do jantar e antes de ir para a cama.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Tanta coisa ao mesmo tempo...
Foi uma semana em que as emoções saltaram à flor da pele.
Falei com uma amiga de Lisboa que, aos 36 ou 37 anos, luta contra concra o cancro da mama. Dócil, com muita piada, esta foi a única colega de trabalho que, durante mais de dois anos em que trabalhei em Lisboa, se abriu, teve tempo para mim, uma tripeira com sotaque do Norte e ainda por cima portista!
Tem dois filhos pequenos - de dois anos e de quatro meses -, e a sua força e garra invejáveis demonstram ser uma guerreira, uma verdadeira heroína.
Foi esta semana que também conheci aquele que é o homem mais velho de Portugal, o segundo da Europa e o sexto do Mundo, um senhor que faz amanhã 111 anos.
No decorrer destes dias, foi ainda tempo de a P. fazer 11 meses.
Já ontem, soube que o voo Porto/S. Paulo fez um desvio na sua rota, aterrando em Las Palmas, para que fosse socorrida uma mulher grávida de quatro meses, cheia de contracções e uma grande hemorragia, sendo quase certo que o bebé dificilmente consegue resistir.
Tanta contradição, mas é este o Mundo em que vivemos.
sábado, 29 de setembro de 2007
Estamos no final do mês, sinto que estou a atingir os meus limites de conseguir manter-me em pé. Tenho sono em atraso, tenho saudades de horizontalizar o corpo por breves momentos no sofá, tenho o cansaço à flor da pele.
Neste fim-de-semana também eu estou a trabalhar. Ao contrário do Homem lá de casa, sei com a devida antecedência quando é que vou estar de serviço, o que dá alguma garantia para organizar o agregado familiar.
Por força das circunstâncias, as filhas foram outra vez para casa da avó. Mas ontem saí de lá com dois sentimentos opostos: o quanto estou a precisar de dois dias sem filhas (mesmo estando a trabalhar)/o quanto deixá-las lá me está a cortar o coração.
A T. começou a chorar assim que lhe disse que tinha que ir embora. De imediato arranjou uma desculpa para justificar as lágrimas (tão próprio dela, tentar disfarçar a coisa ), mas logo percebi as suas causas. Agarrei-a, apertei-a, dei-lhe conforto. Assim que surgiu a oportunidade, aproveitei uma deixa para brincar com a situação e a"crise" rapidamente passou.
Acredito que esta "crise" aconteça porque o pai tem estado muito ausente, e tem sofrido de paizite aguda, e porque há já cerca de 3 meses que não dormia fora de casa.
A P. já ficou a dormir. Fui eu que a deitei. Mas saber que chora de noite, que está numa fase em que todos os olhos são poucos e que, apesar de tudo, não está comigo não me permite ficar indiferente, mais que não seja pelo trabalho que vai dar aos outros, quando a responsabilidade é nossa.
São lamentos, eu sei, apesar de eu ser apologista de noites fora de casa, convivências com os mais chegados e novas aventuras.
Uma vez por ano, o Homem lá de casa e eu partimos de férias, ou mini-férias, sem filhas. O coração fica mínimo, apertado, mas o corpo enche-se de novas energias e a alma mais viva!
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Hoje foi o dia de visitar uma quinta em Braga (óh mãe, fica muito longe não fica?). O objectivo era contactar a natureza neste início do Outono.
Fui buscá-la ao colégio e saltou-me logo à vistinha a sua sujidade. As nódoas de framboesa espalhadas pela t-shirt, os joelhos bem marcados nas calças, as sapatilhas brancas castanhas. Fiquei feliz por perceber logo, perante o panorama,o quanto gozou o passeio.
A minha primeira pergunta foi se tinha sido bom. Respondeu "óh mãe, adorei!"
Na próxima semana já vai comemorar o Dia Mundial da Música conhecendo o órgão de tubos da Igreja da Lapa.
Eu autorizo tudo, assino logo a folha que me chega do colégio!
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Nova etapa
Ontem fomos comprar o fato de banho (cor-de-rosa) e a touca (cor-de-rosa). A versão azul era muito mais gira, mas... gaja que é gaja, muito mais com a idade dela, adora cor-de-rosa!
terça-feira, 25 de setembro de 2007
E na sequência
E na sequência da frase anterior, digo aqui que quero uma Bimby!
E na sequência da afirmação anterior, tenho a dizer que recebi uma demonstradora lá em casa da dita panela/picadora/passe-vite/liquidificadora/e mais-outras-tantas-funções.
Poça, fiquei fascinada! Mas aquela coisa é mesmo eficaz, rápida, boa e muito cara!
O Euromilhões desta semana dava para comprar milhares de Bimbys...
sábado, 22 de setembro de 2007
Tempo...
A T. (4 anos e 8 meses) está uma menina crescida, surpreende nas respostas, atitudes e independências. A verdade é que ela nunca foi bebé bebé, desde cedo mostrou ser uma "pequena adulta", em quase tudo, e provei esta minha ideia com a entrada no pré-escolar, quando a educadora o referiu.
Por ser "madura" para a idade, exigo dela aquilo que, porventura, não devia, especialmente quando o Homem lá de casa não está, talvez por assumir todo o trabalho.
A P. (10 meses) está naquela fase da descoberta, de dia para dia surge uma novidade, como bater "palminhas" (sexta-feira), pôr-se de pé sozinha e aguentar-se cheia de tremeliques ou avançar com mais um som que se assemelha a uma palavra. A evolução é notória e eu não tenho disponibilidade para a motivar e incentivar como tinha com a T.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
3º dente
Muito constipada e muita rabugice à mistura.
Está também naquela fase em que só quer estar de pé, embora seja ainda muito trenguinha...
Continua a não gatinhar, vai onde quer. Arrasta o rabo e lá vai, de preferência em busca da irmã.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Esta arrasou comigo
Eu: Queres maçã ou pêra, estou a falar contigo?
T. : Ahhh? Pensei que era uma pergunta de retórica...
( Como??!?!???! Desculpem??!?!??? Mas o que é isto???!?!??!!)
Eu: E o que é uma pergunta de retórica?
T. : É uma pergunta que se diz uma coisa e a outra pessoa não responde.
States III

Fomos também ao Zoo de Milwalkee. Gosto muito de animais, mas vê-los ali, num espaço pequeno, faz-me confusão. Sobretudo depois de já os ter visto no seu habitat natural. Pobre urso polar, estava a derreter debaixo de 34graus! Pobres girafas, em poucos metros quadrados, pobres zebras e antílopes, que não podiam correr como na selva.
Mas a T. adorou o "jardim dológico", em especial das lontras, das girafas, dos morcegos e da raia, que conseguiu tocar numa demonstração aos visitantes.
De volta!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007
A melhor coisinha
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Más noites
Novo ano escolar já em curso
“As mil e uma noites” é o tema escolhido este ano para a decoração da sala.
PS: continuo sem tempo para passar por aqui!
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
States II
Muita novidade para contar, mas muito pouca disponibilidade para tal, porque o trabalho recomeçou hoje e já tenho muito para fazer.
Basicamente:
A P., já com dois dentes (um em cima e outro em baixo), foi uma heroína! Aguentou tudo e todos!
As longas horas de avião foram um sucesso. Apenas choramingou para adormecer. Depois, andou de um lado para o outro, como gente grande.
A T., constato que está uma senhorinha, adorou os States, até diz que quer ir lá outra vez no dia das bruxas.
sábado, 1 de setembro de 2007
States I
O Homem lá de casa partiu para uma viagem de canoa com a sua american family, a T. está na piscina do hotel com a avó, a P. dorme ao meu lado na sua crib e eu aproveito este tempinho para estar aqui.
Nestes dias já se fizeram muitas compras (ainda não encontrei os sapatos "Alice"), já se comeu e bebeu muita americanada, como tacos, hamburgers, pancakes, mountain dew e outros.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
10 conclusões pré-férias
- Estou a fumar demais!
- Que bem que me sabe pensar que estarei 15 dias longe dos chefes!
- Que bem que me vai saber desligar-me do trabalho, em absoluto!
- Vou ter pena de perder o Red Bull Air Race no Douro
- Vou ter pena de estar longe quando nascer a prima Benedita
- Só regresso ao meu espaço em meados de Setembro!
- Estou ansiosa por entrar no avião!
- Estou ansiosa por entrar no avião!
- Estou ansiosa por entrar no avião!
- Estou ansiosa por entrar no avião!
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Terceiro?
Pensei mais uma vez no assunto, comentei até o seu post, afirmando o quanto gostava de ter um terceiro filho, já agora um "pilas", assim só para mim!
A P. ainda não tem 10 meses e o homem lá de casa abordou ontem o assunto, para espanto meu. A conversa teve início num jantar em família, onde 11 pessoas, incluindo a P., estavam sentadas à mesa. Comentei com o sogro que teria que pensar em mudar de mesa, porque quando estamos todos juntos ficamos muito apertados. A dita mesa só apresenta como única vantagem não dar qualquer hipótese às crianças de "abrirem as asas".
Foi nesse contexto que o homem lá de casa avançou com a frase de que nós ainda podemos ter mais um, porque 12 à mesa é aceitável, já 13 é duvidoso, se tivermos em conta que há alguém supersticioso...
Gostava muito de ter mais um filho, mas há sempre um mas... e este post retrata bem a realidade...
domingo, 19 de agosto de 2007
BOLA
A Primeira Liga regressou e em força. Não se pode perder pitada da coisa. Entre os diversos canais de televisão que dão tempo a este desporto que entusiasma - dizem - todo o Mundo -, é um vê se te avias... de canal em canal, de jogo em jogo, não dando qualquer hipótese de deter o comando para dar uma espreitadela em séries, notícias, bonecos, documentários, sei lá, coisas.
No entusiasmo com um dos dois golos marcados pelo Quaresma (sim o FC Porto venceu o Braga por 2-1 em casa do adversário), o homem lá de casa levanta os braços energicamente e grita Golo! Golo! Lindo! Lindo!
A P. , sentada a brincar no parque, olha para o pai e estranha, choramingando.
A T. senta-se a seu lado no sofá, começa a esbracejar e diz, alto e a bom som:
- Ò pai, olha para ti... Golo! Golo! Lindo! Lindo!
Com 4 anos já se pode ser crítica... e já percebeu que não tem qualquer hipótese de ver outra coisa na TV.
Profissão vs Profissão
Os dois temos profissões de que gostamos muito, nenhum de nós tem intenção de desistir por aquilo que lutou. Trabalhar é, para ambos, sinónimo de prazer (claro que há dias em que apetece mandar tudo para o tecto, mas quem não os tem???!?!!) .
Apesar das profissões serem completamente diferentes, têm em comum o facto de nos obrigar a trabalhar aos fins-de-semana, feriados, dias festivos e todos os outros.
Neste Agosto, tem sido mais ou menos assim: ele chega, eu vou e vice-versa. Conjugar a vida familiar nestas circunstâncias é muito complicado. A situação obriga-nos a literalmente "empandeirar" as crianças de um lado para o outro, o que muito me custa. Fazendo um balanço deste mais de meio mês, as duas pouco tempo passaram com os dois.
A mais velha conhece os trâmites da coisa, nasceu e cresceu com eles e percebe que, à partida, sempre será assim, que ou é o pai que está a trabalhar ou é a mãe que está a trabalhar. A mais nova ainda não percebe nada, passa de colo em colo e ri quando cada um de nós regressa a casa.
Nós os dois... lá nos vamos vendo, trocando mensagens via internet e falando ao telefone!!
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
World Press Photo
A fotografia vencedora desta última edição é GRANDIOSA.

A fotografia é de Spencer Platt, fotojornalista da agência AP, e foi foi retirada daqui.
Esta foto permite-nos absorver as diferentes cenas deste pós-bombardeamento por "camadas". Cada vez que a vejo em profundidade descubro mais um pormenor.
O fotógrafo canadiano "captou o momento em que um grupo de jovens libaneses passeia de carro em Beirute, depois de um bombardeamento israelita no primeiro dia do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah".
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
A modos que
Num Verão que não é Verão, num mês dito de férias que para mim é de trabalho, numa altura de sossego que se tem revelado numa correria, já só penso em partir com a família.
A viagem promete ser longa e nada fácil para quem leva duas crianças, mas o que interessa é o espírito, a aventura, o (re)encontro.

seguimos para aqui...
depois, são uns dias em busca de...
e outras compras!
Os Outlet são uma perdição (o Homem lá de casa conhece e, felizmente, sublinha a minha expressão).
Este será o local do evento. A cidade onde uma mãe dá uma festa para os "filhos" que foi tendo ao longo de quase duas décadas. Uma senhora que comemorará os seus 50 anos com quem mais quer: todos aqueles estrangeiros que em sua casa viveram durante um ano escolar! Uma mãe com dois filhos biológicos e quase uma dezena de "adoptivos" de diferentes nacionalidades, com quem mantém contacto. Nós vamos atravessar o Atlântico com duas crianças para marcar presença. sábado, 11 de agosto de 2007
Revisão
PC - percentil 95
C - percentil 25
P - percentil 50
Vendo bem estas medidas, a rapariga parece-me desproporcionada... é cabeçuda, é curta e parece gordita.
O seu desenvolvimento segue para bingo! Continua com as vitaminas e o ferro.
Sem dentes ainda à vista, come bem. Mastiga tudo. Não preciso de passar a comida com a varinha, que a rapariga é muito expedita e pouco extravagante, comendo um pouco de tudo.
O Trimetropim continua até nova consulta com a pediatra nefrologista.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Oportunidade única!

Adquiri uma destas! Não foi no IKEA, de onde saí tão rapidamente como entrei, porque estava lá uma multidão.
Foi no Lidl, esta manhã, bem cedo.
Já tenho uma, para a T. Comprei-a em 2003, custou quase 250 euros. Hoje, esta cadeira igual custou 69 euros!
Quando a T. precisava de sair do ovo pesquisei na internet cadeirinhas. Encontrei vários sites, incluindo portugueses, com referências ao bom desempenho da cadeira. Aliás, venceu, na sua categoria grupos I, II e III, todos os testes realizados naquele ano.
Passados 4 anos, exactamente quando ponderava comprar uma igual para P., o que me iria obrigar a desembolsar qualquer coisa como cerca de 160 euros, o Lidl faz esta promoção, só hoje!
E esta diferença de preço e a sua venda no Lidl só pode ter uma explicação: esta marca alemã lançou um novo modelo da cadeirinha - Kiddy Life Pro -, já vencedora em 2006. Devem estar a querer terminar com o stock do modelo anterior... Eu agradeço.
Pesando 3,5 kg, destinada a partir dos 9 kg e até aos 36 kg, a cadeira cresce com a criança. Tem ainda uma segunda posição, inclinada, que permite tirar bons roncos.
Mas que boa compra... e saí do Lidl com 3 exemplares! Uma para consumo próprio e as restantes para duas mães grávidas, de segunda viagem, que querem repetir a experiência, tal como eu.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Férias - Take 2
Juntas!
A 1ª noite correu bem, já que a T. dorme que nem chumbo, não acordando as 2 vezes que a P. chorou e tive que ir lá.
Hoje, 2ª noite, a coisa está a correr...
Porque não jantou em tempo útil (o que tem sido recorrente e é tema para outro post após consultar o pediatra), a T. foi para a cama cedo, o que fez com que a P. se tenha deitado quando a irmã ainda estava acordada.
Sou chamada ao quarto, num tom cabisbaixo, pela T., para me avisar que a P. "não estava direita" na cama. Digo-lhe que não tem mal, que daqui a uns dias estará provavelmente com a cabeça do lado dos pés. Desvalorizo e recomendo que não olhe para a irmã, para que ela adormeça. Eis senão quando... vejo a P. a puxar com a sua mão o resguardo da cama para baixo, para assim conseguir visualizar a eventual agitação nocturna da irmã.
Estão juntas no quarto desde as 21:00. A P. ainda palra, a T. ainda mexe!
A partilha do quarto só acontece agora por alguns motivos: saber que a P. não dorme muito bem e esperar pela "consolidação" do seu sono (ehhh, não é bem assim, mas...), preferir esperar pelas férias para não interferir no dia-a-dia da T. em tempo de escola.
Depois de avisos lançados durante os últimos 3 meses, comuniquei esta decisão à T. durante as férias. Não gostar foi a sua primeira reacção, já que aquele quarto é dela há 4 anos...
A verdade é que os sonos da manhã e da tarde da P. são já feitos naquele espaço há uns 5 meses para habituação de ambas.
Sempre partilhei o quarto com a minha irmã mais velha enquanto me mantive em casa. Confesso que as guerras eram quase diárias (não sei como é que a minha mãe não se passava mais!). Apanhei com a sua almofada muitas vezes, porque se queixava do meu ressonar (o homem lá de casa não se queixa). A que acordava mais cedo tinha obrigatoriamente que deixar a roupa e o material escolar fora do quarto. O espaço de cada uma esteve sempre bem delineado. Enfim, agora olho para estas situações e recordo-as com alguma saudade...
Com a partilha daqueles metros quadrados aprendi desde cedo a respeitar o espaço dos outros. E é tão importante ter respeito pelos outros!
O quarto/escritório/arrumos é mesmo isso tudo, que vergonha! Mas a culpa é dos apartamentos dito modernos, que têm pouco espaço para a TRALHA do homem lá de casa. E não estou a exagerar, já que apenas tenho umas coisitas naquele espaço.
Não sei se é comum ou se sou só eu sofro com a quantidade de TRALHA que o marido tem.
Férias - Take 1
Pormenores ficam para depois, porque nesta silly season o 1º dia de trabalho está a dar que fazer!
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Pequenos (grandes) desenvolvimentos
Nota-se que faz um grande esforço e que fica feliz por alcançar o que quer. E assim consegue chegar aos brinquedos que estão mais afastados e aos cabelos da irmã, que adora puxar!
Ainda não descobriu que com as mãos no chão e coisa-e-tal pode gatinhar, mas há-de lá chegar! (e enquanto não gatinha eu não tenho a preocupação em andar atrás dela).
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Aleixo

10:40, entro naquele bairro do Porto, vou em serviço. Desço a rua que lhe dá acesso e imediatamente vejo cerca de 20 toxicodependentes junto à porta do Bloco1, à espera que o traficante os atenda. Jovens, mas não só. Mais homens que mulheres.
Continuo a descer a rua e vejo uma data de mulheres sentadas num pequeno muro, mesmo em frente à escola, que está fechada. As mulheres falam de nada! Estão ali, como que a marcar o ponto.
Pouco movimento de carros, muitos pássaros nas árvores, grandes plátanos que estão carregados de folhas.
De frente virado para o Douro, com uma vista priveligiada, aquele bairro é um supermercado de droga. Toda a gente sabe mas poucos fazem alguma coisa.
Em blocos de 13 pisos, muito degradados, cujo azulejo exterior é de um amarelo insípido, vivem homens, mulheres, crianças, famílias.
Pobreza, desemprego, toxicodependência e outros temas semelhantes caracterizam o bairro.
Olho para aquelas mulheres sentadas no muro, sei que repetem aquele ritual dia após dia. Não trabalham, vivem do rendimento social de inserção.
Olho para os drogados encostados ao Bloco 1, sei que têm um problema de saúde, que precisam de ajuda.
Olho para as torres, reparo nas inúmeras antenas parabólicas da TV Cabo ali instaladas.
Penso no futuro daquelas crianças....
Quem entra no Bairro do Aleixo, mesmo que precavido pela fama do tráfico de droga que por ali se faz às claras, não pode conter o choque. Se o cartão de visita não é bom, o restante não é melhor.
Em casa, encontro um blogue dedicado ao bairro. Aqui fica um post do seu autor, Hélder Sousa.
A Primavera no Bairro
Até há quem se sinta mais alegre, mais excitado. Noto um aumento de afluência de carros e de pessoas a pé. Os novos edifícios ao fundo da rua já estão habitados e trazem algum movimento saudável ao Bairro. Há pessoas que não fazem compras a circular.
É importante lembrar que o Bairro do Aleixo tem duas faces distintas, mesmo que concorrentes: as pessoas que vivem no Bairro e nas ruas envolventes e as pessoas que não vivendo aqui, passam cá os seus dias ou, pelo menos são presenças assíduas nas entradas dos prédios, nos poucos baldios que ainda existem, nas ruas e nos passeios. Dentro destas há ainda presenças mais ou menos assíduas, algumas que eu reconheço outras que me parecem sempre novas, sempre diferentes. Mas isso também tem a ver com os cabelos e com as barbas que crescem e escurecem.
Até há bem pouco tempo, antes de abrirem a nova rua junto ao edifício do centro comercial, que liga a Rua do Campo Alegre aos novos edifícios, as pessoas que cá vinham comprar alguma coisa paravam o carro junto à igreja ou na curva, junto ao muro do quintal da igreja, nas Condominhas. Desciam a pé até ao Bairro para depois voltar. Era também normal esperar na rua, lá em cima, alguém vinha ter com eles e tratavam do negócio. Agora, com uma nova ordem na circulação de carros e de pessoas o centro do movimento passou mais para baixo, mesmo junto à primeira torre. Apesar dos novos edifícios terem seguranças vinte e quatro horas por dia, eles não interferem no movimento habitual. Alguns estão até a estudar formas de potenciar rendimentos extraordinários através da rentabilização da proximidade que têm com os edifícios sede do Bairro.
Estava a falar do aumento de frequência de pessoas no início da Primavera. É fácil de prever um maior movimento de clientes ao fim de semana e em noites de lua cheia. Quando chove o negócio não é bom. Quando há notícia de alguma grande apreensão de estupefacientes, os clientes amontoam-se mas não há mercadoria. Há sempre uma explicação mais ou menos lógica para as flutuações de mercado no Bairro. É só preciso estar atento e falar com as pessoas especialistas na análise dos movimentos.
O factor importante que justifica o aumento do número de pessoas que procura o Aleixo, agora, é a Primavera e o calor. O ar fresco do rio e do mar ajuda à criação de uma mística em torno do Bairro. As noites começam a ser mais agradáveis. Tenho pena de ultimamente não ter muito tempo disponível para estar a par das novidades do mercado. Chegou-me aos ouvidos que a heroína está a aumentar de preço e que a cocaína, pela crescente oferta está a baixar de preço. Até agora o que mais se procurava era heroína e, quando muito, bases de coca. Têm havido alguns esforços concertados dos vários estados exportadores e produtores de coca para que o preço baixe e assim aumente o consumo. Só com muita procura é possível justificar os acordos com os governos importadores.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
O quanto é bom...
O quanto gosto destes pequenos momentos. São eles que me fazem feliz, que me deixam com a confiança necessária de seguir em frente, dia após dia, para suportar birras atrás de birras, choros e desaventuras, típicas das idades.
É tão bom, mas mesmo tão bom, sentir-me feliz enquanto olho para elas, enquanto as vejo as brincar, felizes.
O quanto gosto de ver que já existe cumplicidade entre as duas, apesar da grande diferença de idades e de a Pisco ser ainda um pisco de gente.
PS: Fui, como vou todas as noites, aconchegar-lhes os lençóis depois de assistir ao último episódio do ER, na RTP2. Mas que episódio impressionante.
E o problema é que agora lá se foi mais uma série que seguia. Que saudades tenho do Michael, do Prison Break! Volta, filho, tás perdoado e a gente cá te espera (ansiosamente) na 3ª temporada.
terça-feira, 24 de julho de 2007
Incentivos à natalidade?
Dá-me ideia que o Governo ainda não percebeu que é exactamente esta a classe que poderá aumentar a taxa de natalidade no país...
Estarei a ver mal a coisa?
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Vocabulário novo
Noto que está a aumentar o seu vocabulário, junta palavras muito mais elaboradas, diz frases tiradas sei lá de onde!
Este FDS, em pleno campo, e entre brincadeiras com formigas, afirmou:
T: Já as despistei! Agora é que vai ser...
A P. fartou-se de provar relva e trevos!
Querido S. Pedro,
Mas por que raio é que ainda te lembras de nos agraciar com chuva no final de Julho, mês preferido por muitos para férias???!
Da minha parte, peço desculpa por qualquer cosita que te tenha ferido as susceptibilidades.
Peço-te agora que tenhas em consideração todas as preces e pedidos de milhares de famílias que muito querem gozar o bom tempo ao ar livre com as suas crianças.
Peço-te que nos dês umas tréguas.
Peço-te que nos dês mais do que um pequeno ar da tua graça, por forma a que o calor de sinta no corpo.
Peço-te SOL e CALOR!
Agradeço, desde já, a tua atenção,
melhores cumprimentos
Eu
sexta-feira, 20 de julho de 2007
RRRRrrrrr
Já visitei uns blogues, já pesquisei uns assuntos no google, já falei com um autarca do Norte, já comi umas coisitas e o tempo hoje não passa!
Detesto estar a marcar o ponto...
Ok, admito, sinto-me como se já tivesse entrado em fim-de-semana. Tenho coisas para fazer, mas vão ficar para a próxima semana, porque têm tempo.
O homem lá de casa chegou e está à minha espera. E desta vez trouxe-me um presente, umas havaianas brancas, "último modelito", disponível na colecção Verão 2007. Claro está que as escolhi na internet e pedi que mas trouxesse... ter iniciativa própria para estas coisas é raro.
A T. foi almoçar fora com o pai (o quanto ela adora estes miminhos).
Mal posso esperar por fazer o saco e partir para o pseudo-descanso de FDS, que isto de ter duas filhas não dá para muito mais.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Não quero estar a falar muito...
Acordava sistematicamente por volta daquela hora não sei bem porquê. Por vezes um simples colocar de chupeta chegava para embalar, mas houve outras (bastantes) vezes em que parecia não se acalmar, nem com um biberão de leite. E acordava mais duas vezes durante a noite.
Desde há uma semana que a "coisa" tem andado muito embalada. Mas é melhor ficar por aqui, não vá o diabo tecê-las...
Se calhar é por causa do jantar. Come muito bem, "quase" como gente grande.
Ontem marchou batata cozida com cenoura e frango, e depois fruta (ameixa e papaia, para ver se o intestino funciona melhor).
O seu prato preferido é a açorda e aquele que não gosta tanto é a farinha de pau (como eu a compreendo).
PS: e o homem lá de casa já chega amanhã! E vamos arejar no FDS! Sol, piscina e (algum) descanso, me aguardem, hein????!
Vaidosa q.b.
T: Ó mãe, quando esta saia já não te servir dás-me?
Eu: Sim, mas porquê?
T: Porque é muito gira e eu queria que tu me desses as tuas coisas muito giras...
Eu: Mas que coisas giras é que a mãe tem que tu gostavas de ter?
T: Esta saia... aquelas sandálias que têm uma coisinha...
Eu: E mais?
T: Muhhhh... não sei!
Concluo que a minha maneira de vestir é muito básica para a T. As coisas giras parecem ser uma raridade no meu armário!
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Ele há coisas...
Não é que a história é avançada pela minha empregada, que ouviu no autocarro a notícia do acidente com um avião da TAP (que afinal era da TAM)!
Não é que tive espírito para parar, tomar o pequeno-almoço e só depois ir ver, de facto, o que tinha acontecido!
Na ocasião pensei: bem, se tivesse acontecido alguma coisa, a TAP ter-me-ia informado...
Não deixei de ficar um pouco apreensiva, pois a vida tem destas coisas, apesar de eu não ter medo de aviões e saber que são o meio de transporte mais seguro do Mundo.
Os aviões são o dia-a-dia lá em casa. A T. olha para o céu, reconhece os aviões do pai. O pai olha para o céu, reconhece todos os aviões. Eu convivo com a aviação há mais de uma década.
Um acidente trágico, cujas causas são ainda desconhecidas. Mas parece que há falhas no escoamento das águas pluviais naquela pista.
terça-feira, 17 de julho de 2007
Princípio
Os meus relatos enquanto ser humano, mulher e mãe começam aqui, neste "meu espaço" onde pretendo registar o que não quero esquecer.
Já conto 33 anos, mas nada como começar agora, longe de páginas de cadernos que por vezes assoberbaram histórias do meu dia-a-dia, do meu espírito e alma.
Esta, confesso, é já a segunda tentativa de encontrar um "meu espaço" na internet, mas estou convencida que será também a definitiva.
O Mundo dos Blogues
Leio quase diariamente histórias de vida, algumas com semelhanças com a minha, outras completamente diferentes, mas que me atraem por um qualquer detalhe.
Mas são, sobretudo, os filhos o tema em comum entre os 'meus favoritos'.
O homem lá de casa acha curioso como é que se pode passar tanto tempo a saltar de blogue em blogue, em busca das últimas de cada família... a resposta é simples: da mesma maneira que passa imeeeeeeeeeeeensooooooo tempo em sites sobre outros temas ou em frente a uma playstation a jogar aquela coisa, que se chama jogo, de futebol!!
(Note-se que o homem lá de casa é um excelente pai, amigo, marido).
Este "meu espaço" será mais um babyblog, mas não só!










