quinta-feira, 31 de julho de 2008

31 Julho

Data do fim de O Comércio do Porto, há 3 anos.
Data do fim de O Primeiro de Janeiro.

Que bom seria acreditar que o jornal regressa em Setembro, mas não acredito.
Um beijinho aos colegas.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Ele há cada um!

E assim anda o país...

Condenado homem que baleou vizinhos para defender gato

O indivíduo que baleou os vizinhos por acreditar que um deles, pelo facto de ser homossexual, estaria a sodomizar o seu gato foi hoje condenado, no Tribunal São João Novo, Porto, a cinco anos e seis meses de prisão efectiva.
José Maria Correia, 53 anos, empregado de mesa há 32, foi condenado pelos crimes de homicídio na forma tentada e detenção de arma proibida.
O tribunal deu como provado que, em 27 de Outubro de 2007, José Correia pediu a Anabela Cruz Silva (atingida pelos disparos), que se encontrava no pátio das habitações, que a ajudasse a resgatar o seu gato que havia fugido para um terreno contíguo.
Na impossibilidade de Anabela Silva poder responder à solicitação do arguido, o vizinho José Pedro Macedo, que estava à janela da sua habitação e se apercebeu da situação, prontificou-se a ajudar no resgate.
Quando José Correia viu José Pedro a tentar apanhar o gato começou a proferir expressões injuriosas sobre a sua orientação sexual.
Assim que consegue capturar o animal, o vizinho de José Correia desloca-se para a habitação do arguido, ficando Anabela Cruz no pátio, onde foi atingida pelos disparos de uma pistola Browning, de calibre 6.35, pertencente ao arguido.
Provou-se ainda que José Correia acreditava que a pessoa no pátio era José Pedro e estava convicto de que "este era homossexual e que pudesse ter havido contactos de natureza sexual entre o vizinho e o gato".
No seguimento dos disparos, Anabela Cruz, professora de ensino secundário, foi transportada para o hospital de São João onde foi submetida a uma intervenção cirúrgica da qual resultou uma cicatriz de 23 centímetros.
O tribunal deu ainda como provado que José Correia agiu deliberada e conscientemente com o propósito de tirar a vida a José Pedro, considerando a sua postura durante o julgamento "profundamente desconcertante" e com um "comportamento homofóbico".
Durante as buscas policiais foram encontradas 38 munições em casa do arguido, conhecido por "Zé Pistoleiro", como contou Maria da Conceição Volta, tia da ofendida.
O juiz-presidente, João Amaral, considerou que o motivo que desencadeou os factos "é torpe".
"Dar um tiro em alguém por ser homossexual e por supostamente ter tido relações sexuais com um gato que ajudou a resgatar, e por isso o animal ter ficado homossexual, é talvez o motivo mais torpe que eu já vi na minha vida", frisou o magistrado.
Esse motivo é revelador "de uma insensibilidade atroz pela pessoa humana", referiu João Amaral lembrando o caso do transexual Gisberta que morreu às mãos de jovens menores e comparando o comportamento destas com o do arguido.
José Correia foi ainda condenado ao pagamento de mais de 22.000 euros pelos danos patrimoniais e não patrimoniais causados a Anabela Silva.

In Lusa, 28/07/2008

domingo, 27 de julho de 2008

Repasto

... E o que foi o almoço em casa da avó?
Foi arroz de comidela... e estava óptimo, mãe!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

(um olhar sobre) O país

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. 'Perdi tudo!' 'O que é que perdeu?' perguntou-lhe um repórter. 'Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem...' Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga 'quatro ou cinco euros de renda mensal' pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que 'até a TV e a playstation das crianças' lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam 'quatro ou cinco Euros de renda' à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a 'quatro ou cinco euros mensais' lhes sejam dados em zonas 'onde não haja pretos'. Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - 'ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos.' A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.

In JN 21/7/2008 , por Mário Crespo

Nada de nada

Escreve apaga escreve apaga escreve apaga escreve apaga. Tem acontecido isto sempre que decido criar um novo post.

(há assunto, mas as palavras aparecem como que encravadas!)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

às vezes é difícil

Enquanto arrumava a cozinha depois do jantar tive um dos piores pensamentos:
Um acidente aéreo. O que seria da minha vida?!?...
Ele hoje foi trabalhar e eu não estou nada descansada. Porra!

(Re)viver Experiências

O atraso na revisão do carro ditou três dias de viagens de autocarro, na época alta! Em dois horários completamente díspares, cheirei, senti e revivi alguns momentos da adolescência. E comparei épocas, modas e hábitos.

De manhã, bem cedo, continua tudo na mesma, com empregadas a dizer mal dos patrões e dos seus filhos que "não fazem nada, passam as manhãs a dormir e depois é que são elas para arrumar a casa!", com avós a babar com netos e com muitas fofocas sobre (quase) nada!

Em contrapartida, já depois do almoço, não há menina que não tenha as unhas como deve ser (grandes e arranjadinhas), que não tenha telemóvel e ipod, que não use biquini (independentemente da sua silhueta), que não se destape e orgulhosamente mostre os seus atributos!
E os meninos, ui, de fugir... (digo eu que não tenho aquela idade e agora é mais Clooney). As mangas cavas imperam (sabe-se lá porquê) em corpinhos de todas as formas, e depois... quando se vai subindo o olhar, repara-se em cabelos lambidinhos (ai, que coisa!), sem qualquer risca ou penteado definido, num estilo que não atrai minimamente.

E eu que com aquelas idades usava t-shirts básicas, calções, sapatos de vela, fato-de-banho e tinha as unhas bem cortadas. E os meus amigos não tinham t-shirts sem mangas e usavam o cabelo despenteado, mas a mostrar a sua cor e forma natural. Nada de piercings ou tatuagens e quanto a SMS, que são enviadas a uma velocidade estonteante, ainda não existiam.

God, no meio da nostalgia senti saudades das férias grandes!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Novamente o Aleixo

Foi há quase um ano que por lá passei. Voltei de novo ao local em Março. Hoje cabe-me tarefa semelhante, mas numa perspectiva nova: saber como reagem os moradores às últimas notícias.

Acredito que para tirar de lá alguns moradores só com o apoio da polícia de choque. Não vai ser fácil, não! Mas também sei que muitos agradecem esta solução e esconderam-se anos e anos de opinar sobre o assunto com medo de represálias.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Saldos

Irritante é conseguir ir sozinha às lojas no 1º dia de saldos e apenas gostar daquilo que é "avanço de colecção/temporada"!
Só vi trapitos sem interesse... estarei cega????
Agora quero ir à Zippy para ver se visto as crianças no próximo Verão por meia dúzia de euros!

A Palmeira

vai ser tema de festança!
Trata-se da comemoração do centenário da sua plantação, lá para os lados de Barcelos.
A dita palmeira de origem tropical, mas que é usada em Portugal como ornamental, foi plantada pelo bisavô do Homem lá de casa quando este pediu a bisavó em casamento.
E a família não quer deixar passar em claro a efeméride e tratou de organizar um evento.
Ninguém sabe a data exacta da plantação de tão bela espécie, apenas se sabe que foi plantada naquele ano e com aquele fim, mas houve quem decidisse que era bonito (porque não?) festejar o primeiro centenário da planta naquela terra no dia em que o bisavô fazia anos...
Assim seja!

domingo, 13 de julho de 2008

Quando menos se espera...

Pediu para ver os anéis e brincos que tenho na gaveta da mesinha de cabeceira.
Vê, comenta, pega e, a certa altura, descobre um objecto (aparentemente não) identificado.

- ah, pois, isto é aquela coisa para entupir o sangue!

Glupp!... (era um tampão, que andava por ali perdido)
Aproveitei a deixa para fazer a 1ª abordagem sobre o assunto. Onde foi buscar semelhante descrição e tamanha sabedoria não faço ideia.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Tb quero!



(Neste 3G nunca buli, mas nos anteriores já e fiquei apaixonada. Que gadget fantástico!)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Escola/Relações

A propósito disto, apetece-me dizer que já sinto saudades da educadora da T. , que está tão gira com a sua grande barriga.
A época balnear termina amanhã, na semana seguinte já não se passa grande coisa, aliás só muita brincadeira para os meninos, e depois... férias grandes!
A DPP da educadora aponta para meados de Setembro, o celégio reabre por essa altura, mais dia menos dia. A Educadora já não estará lá e está a custar-me tanto pensar na sua ausência...
Os miúdos estão mais que mentalizados para a sua substituição, inclusive já conhecem a substituta, mas, pelo menos para mim, não é a mesma coisa...
Consola-me muito (nem imagina quanto, fis) saber que quer passar por lá com alguma frequência e que regressa, como diz a T. "antes dos meus anos"- entenda-se, fim de Janeiro. E pensar que vai ter que me aturar pelo menos mais três anos seguidos, porque, SIM, eu quero que a bruxinha P. fique nas suas mãos!
(e eu que a incentivei a tirar os 5 meses, lembra-se? E continuaria a incentivar, porque é tão bom ter tempo para os filhos.) Os sentimentos são por vezes complicados de gerir, sorry!
A partir de agora aguardo com bastante ansiedade o anúncio do nascimento do seu JP, que já só me apetece "agarrar", apesar de ainda embutido!

E até ir para o seu colo, a P. vai "estagiar" a partir de Setembro num infantário a meio caminho de casa, da escola da T. e do meu emprego. Aguardam-se semanas ou até meses complicados de integração, aposto!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Não está fácil!

Deixou de querer carne, massa, arroz... qualquer comidita que a mãe lhe dê. Não consigo perceber o que se está a passar, porque nunca foi esquisita.
Ao almoço come tudo, porque é outra pessoa a dar, suponho.

O desfralde é para esquecer, por enquanto. Deixou de se sentar no pote. Acho que a ausência do dito nas férias ditou este fim.

sábado, 5 de julho de 2008

Desenvoltura q.b.

Em apenas 4 dias, esta é já a sua 2ª noite fora de casa! É ela que quer, ela que pede.
Começou de 4ª para 5ª feira, quando me pediu para ficar a dormir em casa do avô R., para "brincar mais" com a tia M. Disse-lhe que não, apenas porque no dia seguinte já estava combinado ir para casa de uma tia-avó (educadora de infância reformada) e ficar lá a dormir para 6ª. Argumentei que terá muitas outras oportunidades para dormir em casa do avô.
Os 2 dias com a tia avó foram, como já esperava, um sucesso. Não quis telefonar uma única vez e as 2 vezes que o fizemos (o pai e eu) despachou-nos.
Fez barro, desenhos, colagens, vestiu-se de noiva, foi ao parque e ainda visitou a "Casa do Caminho", onde diz que viu uma saia que já foi sua!
Hoje fomos a casa dos avós NS e novamente pediu para dormir lá. Apesar de não levar qualquer apoio logístico (ainda bem que tem lá uma escova de dentes, levou fato-de-banho e as t-shirts da avó servem para dormir) ficou, bem como a prima I. (quase 7 anos), que também improvisou adereços.
Eu gosto que fique em casa de quem confio por iniciativa própria. Gosto de a ver feliz.
Quem sofre com a sua breve ausência é a P., que a chama constantemente e reclama a sua presença na hora de ir (sozinha) para a cama.
Acredito que estes seus pequenos passos são muito importantes na sua formação, fundamentais para a futuro. E porque o relógio não pára, dentro de poucas horas estarei a dar-lhe um forte abraço e a contar-lhe que já estava cheia de saudades...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Lista de Compras

batatas
verduras para sopa: tronchuda, feijão verde, couve qualquer-coisa
tomates
alhos
ameixas
pêssegos
maçãs

2 túnicas para a mulher! ("a cigana troca se não servir" - mas serviram)
2 ramos de flores para a mulher!
Doces brancos (ou cavacas) para a mulher e filhas!

Local: feira de Barcelos
Data: ontem

(O quanto é bom ele adorar passear e fazer compras nos seus dias de folga!)

Ar do Sul

Uma semana na Costa Vicentina, com uns fins-de-tarde inesquecíveis na praia, em especial no Carvalhal.
Duas crianças livres, com espaço para brincar.
Umas horas de sol descansada na toalha.
Um casal junto 10 dias seguidos!


E muitas iguarias:
Umas amêijoas com um gosto que perdura.
Uma feijoada de búzios sem descrição.
Pão alentejano de chorar por mais.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

I'm Back

2 semanas de férias.
1º dia de trabalho sem respirar.