A minha amiga K. vive há 10 anos em Lisboa. Hoje ouvia-a sonhar, desabafando sobre o quanto gostava de regressar a casa (Porto). "Por tudo", argumentou.
Há 10 anos, estava eu em Lisboa quando recebo um telefonema dela, perguntando quais eram as hipóteses de ir viver comigo. Foi e partilhámos a mesma casa até ela casar. Uma excelente companhia, guardo muito boas recordações desses dois anos.
Em Setembro de 98, quase como de um dia para o outro, abandonou o Porto, encontrou trabalho em Lisboa e lá ficou, porque o namorado trabalhava em Lisboa e ela cá não "atava nem desatava".
Sempre a ouvi dizer que ficariam por lá 5 anos e depois regressavam. Outros tantos anos passaram e eu convenci-me que a K. tinha desistido da ideia. "Por tudo", pensava eu.
A K. que tem 3 filhos - duas raparigas e um rapaz- , um bom emprego, uma boa casa e muitos amigos em Lisboa, hoje demonstrou o quanto tem saudades da base.
E as saudades que eu tenho tuas, amiga K!
Tenho 37 anos, sou mãe da Totas, da Pisco e da bebé L. Vivo numa azáfama entre a casa e o trabalho.
sábado, 14 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
A Festa
A festa de fim do ano no colégio já está próxima. Os passos de dança já se ensaiam por casa. Veste-se a preceito, porque nada pode falhar. De cinturão com medalhas à cinta, abana a anca e dá uns trejeitos...
Dá-me ideia que já sonha com a subida ao palco, vestida de Jasmine!
PS: Entrei em contagem decrescente para as férias.
Dá-me ideia que já sonha com a subida ao palco, vestida de Jasmine!
PS: Entrei em contagem decrescente para as férias.
sábado, 7 de junho de 2008
Direito das Coisas
Está oficialmente aberta a época dos bebés (da irmã)! Despe, abraça, dá papa, deita, cobre com manta, passeia no carrinho pela casa com eles.
Começou também a guerra aberta entre as duas na luta pelos brinquedos, em especial as "babi" (Barbies que são Pollys, por acaso).
A mais nova saca surrateiramente a babi à irmã, que quando repara não se deixa ficar, decidindo avançar sem medir diferenças de estatura sobre ela. Gritos, empurrões e afins já são visíveis nestas batalhas caseiras.
Muitas vezes, enquanto a "mama" não repara na falta de uma das babi, a P. vem orgulhosamente exibir o seu troféu aos pais...
Quanto a chichis e cocós no pote, muito mau, nem vê-los! Sem mais nem menos, desistiu de se sentar no trono.
Começou também a guerra aberta entre as duas na luta pelos brinquedos, em especial as "babi" (Barbies que são Pollys, por acaso).
A mais nova saca surrateiramente a babi à irmã, que quando repara não se deixa ficar, decidindo avançar sem medir diferenças de estatura sobre ela. Gritos, empurrões e afins já são visíveis nestas batalhas caseiras.
Muitas vezes, enquanto a "mama" não repara na falta de uma das babi, a P. vem orgulhosamente exibir o seu troféu aos pais...
Quanto a chichis e cocós no pote, muito mau, nem vê-los! Sem mais nem menos, desistiu de se sentar no trono.
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quarta-feira, 4 de junho de 2008
Malditas bactérias(ites)
Dois antibióticos no frigorifico e um terceiro que terminou hoje!
Balanço final: 2 amigdalites, 1 otite.
Salva-se o pai, que do outro lado do Atlântico vai perguntando se as suas 3 Marias estão melhores.
A T. com amigdalite detectada quinta-feira, eu com a mesma maleita diagnosticada domingo e a P. com otite descoberta ao fim da tarde!
Xô,xô,xô...
Balanço final: 2 amigdalites, 1 otite.
Salva-se o pai, que do outro lado do Atlântico vai perguntando se as suas 3 Marias estão melhores.
A T. com amigdalite detectada quinta-feira, eu com a mesma maleita diagnosticada domingo e a P. com otite descoberta ao fim da tarde!
Xô,xô,xô...
terça-feira, 3 de junho de 2008
(Vida da) Comunidade
O meu vizinho da frente não consegue levantar os cotovelos da mesa. Enquanto janta, sozinho, apenas o vejo a levar a boca ao prato. Deve estar muito cansado depois do encontro desportivo que teve com um qualquer amigo, que suponho ter sido uma partida de ténis, pois apresenta t-shirt e calções brancos. O vizinho, um jovem de pouco mais de 30 anos, atende o telefone enquanto janta, naquele único lugar que está posto na sua mesa castanha, sobre um individual de cor escura.
Garfada atrás de garfada, lá está ele... suponho que viva sozinho naquela casa que vejo da janela da minha sala, pois não tem NADA, ou melhor, não preenche paredes, não tem fotos sobre o pequeno móvel que vejo daqui. Não há cor. São paredes creme, sofá creme, mesa castanha. É impessoal a sua casa. Imagino ainda que deve passar pouco tempo ali.
De repente levanta-se, despe a t-shirt e os calções, ficando de boxers, de um azul que não sei descrever. Sai, abandona aquela habitação e perco-lhe o rasto.
Em contrapartida, para animar o serão, aparece a esquizofrénica da vizinha do andar de cima, que está constantemente na janela, quase em acto contínuo, com a fobia de sacudir o que quer que seja. Desta vez, traz à janela a toalha da mesa da cozinha, onde diariamente janta com o marido.
Cheia de vigor, dá quatro valentes sacudidelas à toalha, na minha opinião muito feia. Recolhe a toalha, mas deixa a janela aberta, o que inevitavelmente signifa que ali voltará em breve para dar ar a outro têxtil.
E é aquela a janela que é escafonada todos os dias, por vezes mais do que uma vez. A primeira tarefa da emprega, logo às 08:00, é limpar o vidro, por dentro e por fora, bem como a caixilharia, interior e exterior. Se chove ou faz vento forte, ao fim da tarde este ritual repete-se, mas pela mão da própria.
Desvio o olhar para umas quantas janelas à direita, sendo atraída por uma luz acesa, e vejo um outro senhor, este já nos "entas", mas à varanda, onde fuma um cigarro.
Entretanto, o vizinho de tronco nú reaparece e decide fechar os estores...
Sonho com uma casa unifamiliar, com jardim!
Garfada atrás de garfada, lá está ele... suponho que viva sozinho naquela casa que vejo da janela da minha sala, pois não tem NADA, ou melhor, não preenche paredes, não tem fotos sobre o pequeno móvel que vejo daqui. Não há cor. São paredes creme, sofá creme, mesa castanha. É impessoal a sua casa. Imagino ainda que deve passar pouco tempo ali.
De repente levanta-se, despe a t-shirt e os calções, ficando de boxers, de um azul que não sei descrever. Sai, abandona aquela habitação e perco-lhe o rasto.
Em contrapartida, para animar o serão, aparece a esquizofrénica da vizinha do andar de cima, que está constantemente na janela, quase em acto contínuo, com a fobia de sacudir o que quer que seja. Desta vez, traz à janela a toalha da mesa da cozinha, onde diariamente janta com o marido.
Cheia de vigor, dá quatro valentes sacudidelas à toalha, na minha opinião muito feia. Recolhe a toalha, mas deixa a janela aberta, o que inevitavelmente signifa que ali voltará em breve para dar ar a outro têxtil.
E é aquela a janela que é escafonada todos os dias, por vezes mais do que uma vez. A primeira tarefa da emprega, logo às 08:00, é limpar o vidro, por dentro e por fora, bem como a caixilharia, interior e exterior. Se chove ou faz vento forte, ao fim da tarde este ritual repete-se, mas pela mão da própria.
Desvio o olhar para umas quantas janelas à direita, sendo atraída por uma luz acesa, e vejo um outro senhor, este já nos "entas", mas à varanda, onde fuma um cigarro.
Entretanto, o vizinho de tronco nú reaparece e decide fechar os estores...
Sonho com uma casa unifamiliar, com jardim!
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