Como é que não escrevo nada neste meu espaço desde setembro do ano passado? Como é que o tempo voa e eu não vou registando pequenas histórias, pensamentos e lembranças? Como é possível que tenha ignorado tanto tempo o blog?
Por entre as ruas do dia a dia, graças e coisas menos boas, a vida parece-me fugir... mas não!
Perante as adversidades, a minha postura é seguir em frente! Não quero lamúrias, nem mau estar, apenas aproveitar tudo aquilo que temos, que é enorme e bom e que muito agradeço ter alcançado!
Tenho 37 anos, sou mãe da Totas, da Pisco e da bebé L. Vivo numa azáfama entre a casa e o trabalho.
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domingo, 11 de março de 2012
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Palavras soltas...
De repente, como que de um raio se tratasse, deu-me uma vontade de escrever, escrever e escrever por estes lados. É um desejo que se assemelha ao de dar um grito... um desabafo, uma necessidade.
A bebé L está com uma pneumonia. A P. está branca, com má cara, débil. A T. é a única que demonstra saúde e muita vivacidade lá em casa. O homem anda cansado e eu estou "sem rabo" (como ele diz), assim pró muito magra, sentindo estar numa espécie de desfalecimento.
Querido Pai Natal,
Este Natal queria muito receber um balde gigante cheio de energia e saúde, mas não queria que o entregasses apenas a mim, gostava que o multiplicasses para todos os que me são próximos e precisam desses condimentos essenciais para andar no dia a dia, tantas vezes amargo e difícil.
A bebé L está com uma pneumonia. A P. está branca, com má cara, débil. A T. é a única que demonstra saúde e muita vivacidade lá em casa. O homem anda cansado e eu estou "sem rabo" (como ele diz), assim pró muito magra, sentindo estar numa espécie de desfalecimento.
Querido Pai Natal,
Este Natal queria muito receber um balde gigante cheio de energia e saúde, mas não queria que o entregasses apenas a mim, gostava que o multiplicasses para todos os que me são próximos e precisam desses condimentos essenciais para andar no dia a dia, tantas vezes amargo e difícil.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Muito mais leve... mas com um enorme peso em cima!
É assim que me sinto, depois de ontem fazer a escritura da casa nova.
O que tinhamos no banco foi-se... e o que nos chega agora de dívida é brutal!
Apesar desta circunstância da vida, estou muito contente, entusiasmada e desejosa de fazer a mudança.
Faltam uns pormenores que quero fazer antes da mudança: mais um armário para roupa de casa, fechar o vão da escada e pouco mais.
Olho agora para o calendário numa tentativa de encontrar a altura ideal para transportar uma vida de 10 anos para outro local... a tarefa parece-me demasiado ingrata e impossível.
Há sentimentos, objectos e vivências que ficarão inevitavelmente para trás, bem como muita tralha que só terá o lixo como destino!
Só de pensar o que vai ser desmontar o alegado quarto dos brinquedos até me dá náuseas, sendo que essa tarefa só poderá ser realizada longe dos olhares das crias e elas agora estão de férias. Na próxima semana ataco a coisa, tem que ser, não dá para fugir, aproveitando os três dias que as mais velhas vão para o Romeu.
O que tinhamos no banco foi-se... e o que nos chega agora de dívida é brutal!
Apesar desta circunstância da vida, estou muito contente, entusiasmada e desejosa de fazer a mudança.
Faltam uns pormenores que quero fazer antes da mudança: mais um armário para roupa de casa, fechar o vão da escada e pouco mais.
Olho agora para o calendário numa tentativa de encontrar a altura ideal para transportar uma vida de 10 anos para outro local... a tarefa parece-me demasiado ingrata e impossível.
Há sentimentos, objectos e vivências que ficarão inevitavelmente para trás, bem como muita tralha que só terá o lixo como destino!
Só de pensar o que vai ser desmontar o alegado quarto dos brinquedos até me dá náuseas, sendo que essa tarefa só poderá ser realizada longe dos olhares das crias e elas agora estão de férias. Na próxima semana ataco a coisa, tem que ser, não dá para fugir, aproveitando os três dias que as mais velhas vão para o Romeu.
segunda-feira, 29 de março de 2010
O levantar da asa
A T. partiu para terras de Sua Majestade! Por mais de uma semana.
O convite surgiu, inesperado, de um dia para o outro sem nos dar muito tempo para pensar: "manda as duas para cá, assim podes descansar qb", disse a minha irmã.
Não pensei muito, só o suficiente para decidir que a P. ainda é pequena para tanta aventura!
Com o bilhete ainda quentinho, porque só chegou esta manhã, lá foi a T, também de manhã. Levou-a o pai.
O tio aguardava-a no aeroporto e a esta hora já está em casa da minha irmã a brincar com os primos.
Recebi por SMS que está muito bem e a falar imensoooooooooo inglês com a prima (bem tem que dar fruto o facto de ter 1 hora de inglês por dia no colégio).
E estou aqui um-tanto-ao-quanto nostálgica a pensar que a minha mais velha, de pouco mais de 7 anos, partiu para Inglaterra...
O convite surgiu, inesperado, de um dia para o outro sem nos dar muito tempo para pensar: "manda as duas para cá, assim podes descansar qb", disse a minha irmã.
Não pensei muito, só o suficiente para decidir que a P. ainda é pequena para tanta aventura!
Com o bilhete ainda quentinho, porque só chegou esta manhã, lá foi a T, também de manhã. Levou-a o pai.
O tio aguardava-a no aeroporto e a esta hora já está em casa da minha irmã a brincar com os primos.
Recebi por SMS que está muito bem e a falar imensoooooooooo inglês com a prima (bem tem que dar fruto o facto de ter 1 hora de inglês por dia no colégio).
E estou aqui um-tanto-ao-quanto nostálgica a pensar que a minha mais velha, de pouco mais de 7 anos, partiu para Inglaterra...
quinta-feira, 9 de abril de 2009
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Estranha
Hoje estou angustiada. Não sei explicar, é um aperto, um nó... sinto-me fraca!
Estou com um sentimento que alguma coisa se passa (má notícia) e eu ainda não sei.
Deve ser mania!
Adenda: Passou!
Estou com um sentimento que alguma coisa se passa (má notícia) e eu ainda não sei.
Deve ser mania!
Adenda: Passou!
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Escola/Relações
A propósito disto, apetece-me dizer que já sinto saudades da educadora da T. , que está tão gira com a sua grande barriga.
A época balnear termina amanhã, na semana seguinte já não se passa grande coisa, aliás só muita brincadeira para os meninos, e depois... férias grandes!
A DPP da educadora aponta para meados de Setembro, o celégio reabre por essa altura, mais dia menos dia. A Educadora já não estará lá e está a custar-me tanto pensar na sua ausência...
Os miúdos estão mais que mentalizados para a sua substituição, inclusive já conhecem a substituta, mas, pelo menos para mim, não é a mesma coisa...
Consola-me muito (nem imagina quanto, fis) saber que quer passar por lá com alguma frequência e que regressa, como diz a T. "antes dos meus anos"- entenda-se, fim de Janeiro. E pensar que vai ter que me aturar pelo menos mais três anos seguidos, porque, SIM, eu quero que a bruxinha P. fique nas suas mãos!
(e eu que a incentivei a tirar os 5 meses, lembra-se? E continuaria a incentivar, porque é tão bom ter tempo para os filhos.) Os sentimentos são por vezes complicados de gerir, sorry!
A partir de agora aguardo com bastante ansiedade o anúncio do nascimento do seu JP, que já só me apetece "agarrar", apesar de ainda embutido!
E até ir para o seu colo, a P. vai "estagiar" a partir de Setembro num infantário a meio caminho de casa, da escola da T. e do meu emprego. Aguardam-se semanas ou até meses complicados de integração, aposto!
A época balnear termina amanhã, na semana seguinte já não se passa grande coisa, aliás só muita brincadeira para os meninos, e depois... férias grandes!
A DPP da educadora aponta para meados de Setembro, o celégio reabre por essa altura, mais dia menos dia. A Educadora já não estará lá e está a custar-me tanto pensar na sua ausência...
Os miúdos estão mais que mentalizados para a sua substituição, inclusive já conhecem a substituta, mas, pelo menos para mim, não é a mesma coisa...
Consola-me muito (nem imagina quanto, fis) saber que quer passar por lá com alguma frequência e que regressa, como diz a T. "antes dos meus anos"- entenda-se, fim de Janeiro. E pensar que vai ter que me aturar pelo menos mais três anos seguidos, porque, SIM, eu quero que a bruxinha P. fique nas suas mãos!
(e eu que a incentivei a tirar os 5 meses, lembra-se? E continuaria a incentivar, porque é tão bom ter tempo para os filhos.) Os sentimentos são por vezes complicados de gerir, sorry!
A partir de agora aguardo com bastante ansiedade o anúncio do nascimento do seu JP, que já só me apetece "agarrar", apesar de ainda embutido!
E até ir para o seu colo, a P. vai "estagiar" a partir de Setembro num infantário a meio caminho de casa, da escola da T. e do meu emprego. Aguardam-se semanas ou até meses complicados de integração, aposto!
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terça-feira, 3 de junho de 2008
(Vida da) Comunidade
O meu vizinho da frente não consegue levantar os cotovelos da mesa. Enquanto janta, sozinho, apenas o vejo a levar a boca ao prato. Deve estar muito cansado depois do encontro desportivo que teve com um qualquer amigo, que suponho ter sido uma partida de ténis, pois apresenta t-shirt e calções brancos. O vizinho, um jovem de pouco mais de 30 anos, atende o telefone enquanto janta, naquele único lugar que está posto na sua mesa castanha, sobre um individual de cor escura.
Garfada atrás de garfada, lá está ele... suponho que viva sozinho naquela casa que vejo da janela da minha sala, pois não tem NADA, ou melhor, não preenche paredes, não tem fotos sobre o pequeno móvel que vejo daqui. Não há cor. São paredes creme, sofá creme, mesa castanha. É impessoal a sua casa. Imagino ainda que deve passar pouco tempo ali.
De repente levanta-se, despe a t-shirt e os calções, ficando de boxers, de um azul que não sei descrever. Sai, abandona aquela habitação e perco-lhe o rasto.
Em contrapartida, para animar o serão, aparece a esquizofrénica da vizinha do andar de cima, que está constantemente na janela, quase em acto contínuo, com a fobia de sacudir o que quer que seja. Desta vez, traz à janela a toalha da mesa da cozinha, onde diariamente janta com o marido.
Cheia de vigor, dá quatro valentes sacudidelas à toalha, na minha opinião muito feia. Recolhe a toalha, mas deixa a janela aberta, o que inevitavelmente signifa que ali voltará em breve para dar ar a outro têxtil.
E é aquela a janela que é escafonada todos os dias, por vezes mais do que uma vez. A primeira tarefa da emprega, logo às 08:00, é limpar o vidro, por dentro e por fora, bem como a caixilharia, interior e exterior. Se chove ou faz vento forte, ao fim da tarde este ritual repete-se, mas pela mão da própria.
Desvio o olhar para umas quantas janelas à direita, sendo atraída por uma luz acesa, e vejo um outro senhor, este já nos "entas", mas à varanda, onde fuma um cigarro.
Entretanto, o vizinho de tronco nú reaparece e decide fechar os estores...
Sonho com uma casa unifamiliar, com jardim!
Garfada atrás de garfada, lá está ele... suponho que viva sozinho naquela casa que vejo da janela da minha sala, pois não tem NADA, ou melhor, não preenche paredes, não tem fotos sobre o pequeno móvel que vejo daqui. Não há cor. São paredes creme, sofá creme, mesa castanha. É impessoal a sua casa. Imagino ainda que deve passar pouco tempo ali.
De repente levanta-se, despe a t-shirt e os calções, ficando de boxers, de um azul que não sei descrever. Sai, abandona aquela habitação e perco-lhe o rasto.
Em contrapartida, para animar o serão, aparece a esquizofrénica da vizinha do andar de cima, que está constantemente na janela, quase em acto contínuo, com a fobia de sacudir o que quer que seja. Desta vez, traz à janela a toalha da mesa da cozinha, onde diariamente janta com o marido.
Cheia de vigor, dá quatro valentes sacudidelas à toalha, na minha opinião muito feia. Recolhe a toalha, mas deixa a janela aberta, o que inevitavelmente signifa que ali voltará em breve para dar ar a outro têxtil.
E é aquela a janela que é escafonada todos os dias, por vezes mais do que uma vez. A primeira tarefa da emprega, logo às 08:00, é limpar o vidro, por dentro e por fora, bem como a caixilharia, interior e exterior. Se chove ou faz vento forte, ao fim da tarde este ritual repete-se, mas pela mão da própria.
Desvio o olhar para umas quantas janelas à direita, sendo atraída por uma luz acesa, e vejo um outro senhor, este já nos "entas", mas à varanda, onde fuma um cigarro.
Entretanto, o vizinho de tronco nú reaparece e decide fechar os estores...
Sonho com uma casa unifamiliar, com jardim!
domingo, 27 de abril de 2008
Eu é mais bolos...
À custa do corte de relações com o tabaco, farto-me de comer coisas boas, em especial petiscos, salgados e doces. Sinto uma especial atracção por bolos, com ou sem natas, que não sou nada esquisita.
Quem diz bolos diz tartes, doces de colher, geleias, chocolates, bolachas... e fala já em mais 6, sim SEIS, quilos em cima!
Como não já tenho calças que me sirvam, t-shirts que disfarcem os pneus na barriga, soutiens onde caibam as mamas, decidi começar a fechar a boca... começar, estou a ser muito honesta, porque é disso que se trata.
Hoje, ao almoço em casa da sogra (já referi aqui que os seus cozinhados são um petisco???? ai o rancho, o polvo assado, a tarte de mousse... que delícia!), já fui um bocadinho comedida. Levei para sobremesa Tiramisu e resisti: apenas me servi de um singelo quadrado (tapou o cova do dente e nada mais. Sniffff!).
Vai ter mesmo que ser asssim, porque atingi um ponto em que já não gosto do que vejo ao espelho, não me sinto bem e tento tapar as pregas.
Existe apenas uma alternativa: engravidar já! :)
Quem diz bolos diz tartes, doces de colher, geleias, chocolates, bolachas... e fala já em mais 6, sim SEIS, quilos em cima!
Como não já tenho calças que me sirvam, t-shirts que disfarcem os pneus na barriga, soutiens onde caibam as mamas, decidi começar a fechar a boca... começar, estou a ser muito honesta, porque é disso que se trata.
Hoje, ao almoço em casa da sogra (já referi aqui que os seus cozinhados são um petisco???? ai o rancho, o polvo assado, a tarte de mousse... que delícia!), já fui um bocadinho comedida. Levei para sobremesa Tiramisu e resisti: apenas me servi de um singelo quadrado (tapou o cova do dente e nada mais. Sniffff!).
Vai ter mesmo que ser asssim, porque atingi um ponto em que já não gosto do que vejo ao espelho, não me sinto bem e tento tapar as pregas.
Existe apenas uma alternativa: engravidar já! :)
segunda-feira, 7 de abril de 2008
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
A desatar...
O nó que me apertou. Lentamente, pouco a pouco, vou-me reorganizando e já com a ajuda do Homem lá de casa.
Constato que preciso de tempo para mim, o que não acontece há muito tempo, e que precisamos de tempo para nós!
Já estava programada, mas agora surge com outro fôlego: vamos fazer uma viagem os dois, vamos fazer um FDS prolongado, ou melhor, eu vou acompanhar o marido no seu trabalho!...
Constato que preciso de tempo para mim, o que não acontece há muito tempo, e que precisamos de tempo para nós!
Já estava programada, mas agora surge com outro fôlego: vamos fazer uma viagem os dois, vamos fazer um FDS prolongado, ou melhor, eu vou acompanhar o marido no seu trabalho!...
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Nó
Hoje a tristeza teima em não me largar. As lágrimas caem com facilidade. O coração está apertado e os sentimentos baralhados. A irritação está à flor da pele e tenho que a tentar controlar, para que não sobre para ninguém.
Hoje a distância dá-me uma sensação de abandono.
Precisava de um abraço forte, mais nada!
Hoje a distância dá-me uma sensação de abandono.
Precisava de um abraço forte, mais nada!
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
A minha sogra
é uma querida! Devo ser das poucas pessoas a escrever uma coisa destas, mas é o que sinto, a mais pura das verdades.
No início, desconfiei, claro, achei que queria meter o bedelho, achei que sentia que eu lhe tinha roubado o filhinho muito amado. E da parte dela senti também alguma resistência. Enfim, eu era a nora e ela a sogra! Normal, portanto. Mas os anos foram passando e a nossa relação foi-se aprofundando, de tal maneira que agora sei que tenho uma amiga, de verdade, com quem posso contar.
Tem o cuidado de me telefonar sempre que o Homem lá de casa não está. Tem o cuidado de me convidar para ir lá almoçar, tem o cuidado de passar lá em casa, dar-me um "miminho". Oferece-se para "o que for preciso" e é mesmo assim, quando é preciso, avança sem preconceitos, dedicando-se de corpo e alma.
E é com ela que conto sempre que (raramente) acompanho o Homem lá de casa nas suas viagens, entregando-lhe aquilo que mais tenho de precioso neste mundo, a T. e a P.
E o facto de trocar refeições, baralhar-se no nº de gotas que tem que dar das vitaminas e outras coisas semelhantes, eu confio na minha sogra. Quero lá saber se tomou 6 em vez de 12 gotas, quero lá saber se comeu a sopa ao almoço em vez de ser ao jantar, quero lá saber se pôs umas pedrinhas de sal na comida da P., não me interessa se não tomaram banho porque estava muito frio e só lhes lavou os pés e o rabo! O que conta, para mim, é o tamanho do seu coração, a forma meiga como trata as netas, a sua dedicação e dar sempre o seu melhor.
A T. e a P. gostam de estar com ela, sentem-se bem, riem com as suas graçolas e agradecem os seus mimos.
Consigo trocar confidências com ela e vice-versa. Aliás, ela topa logo quando eu estou cansada, desmotivada, desconsolada, assim como eu vejo logo quando ela está na mó de baixo.
No início, desconfiei, claro, achei que queria meter o bedelho, achei que sentia que eu lhe tinha roubado o filhinho muito amado. E da parte dela senti também alguma resistência. Enfim, eu era a nora e ela a sogra! Normal, portanto. Mas os anos foram passando e a nossa relação foi-se aprofundando, de tal maneira que agora sei que tenho uma amiga, de verdade, com quem posso contar.
Tem o cuidado de me telefonar sempre que o Homem lá de casa não está. Tem o cuidado de me convidar para ir lá almoçar, tem o cuidado de passar lá em casa, dar-me um "miminho". Oferece-se para "o que for preciso" e é mesmo assim, quando é preciso, avança sem preconceitos, dedicando-se de corpo e alma.
E é com ela que conto sempre que (raramente) acompanho o Homem lá de casa nas suas viagens, entregando-lhe aquilo que mais tenho de precioso neste mundo, a T. e a P.
E o facto de trocar refeições, baralhar-se no nº de gotas que tem que dar das vitaminas e outras coisas semelhantes, eu confio na minha sogra. Quero lá saber se tomou 6 em vez de 12 gotas, quero lá saber se comeu a sopa ao almoço em vez de ser ao jantar, quero lá saber se pôs umas pedrinhas de sal na comida da P., não me interessa se não tomaram banho porque estava muito frio e só lhes lavou os pés e o rabo! O que conta, para mim, é o tamanho do seu coração, a forma meiga como trata as netas, a sua dedicação e dar sempre o seu melhor.
A T. e a P. gostam de estar com ela, sentem-se bem, riem com as suas graçolas e agradecem os seus mimos.
Consigo trocar confidências com ela e vice-versa. Aliás, ela topa logo quando eu estou cansada, desmotivada, desconsolada, assim como eu vejo logo quando ela está na mó de baixo.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Optimismo
No meio de uma agenda tão cheia de trabalho, de uma semana em que almoçar foi mentira, descansar também e em que aturei, ouvi e observei pessoas completamente diferentes, oriundas das mais variadas áreas, congratulo-me por verificar no calendário que este mês ainda vou desaparecer deste "tasco" por vários dias. Vou atravessar o Atlântico e deixar-me embeber pelo espírito de Natal que já se deve fazer sentir na Big Apple!
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Dissabores
Entrei em contagem decrescente para o fim da redução de horário. Duas horas por dia que fazem toda a diferença e que vão acabar dentro de dias.
O fim destas duas horas por dia significa que a P. cresce a olhos vistos e já vai fazer um ano. Continua bebé, é muito bebé, aliás. E só desejo que continue por mais algum tempo a gostar de se enroscar e de receber uma pilha de mimos.
O fim destas duas horas por dia significa que a P. cresce a olhos vistos e já vai fazer um ano. Continua bebé, é muito bebé, aliás. E só desejo que continue por mais algum tempo a gostar de se enroscar e de receber uma pilha de mimos.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Tanta coisa ao mesmo tempo...
Parece que não consigo dar vazão aos meus pensamentos! Desde segunda-feira que me deito a pensar naquilo que gostava de ter registado aqui e não o fiz por falta de tempo.
Foi uma semana em que as emoções saltaram à flor da pele.
Falei com uma amiga de Lisboa que, aos 36 ou 37 anos, luta contra concra o cancro da mama. Dócil, com muita piada, esta foi a única colega de trabalho que, durante mais de dois anos em que trabalhei em Lisboa, se abriu, teve tempo para mim, uma tripeira com sotaque do Norte e ainda por cima portista!
Tem dois filhos pequenos - de dois anos e de quatro meses -, e a sua força e garra invejáveis demonstram ser uma guerreira, uma verdadeira heroína.
Foi esta semana que também conheci aquele que é o homem mais velho de Portugal, o segundo da Europa e o sexto do Mundo, um senhor que faz amanhã 111 anos.
No decorrer destes dias, foi ainda tempo de a P. fazer 11 meses.
Já ontem, soube que o voo Porto/S. Paulo fez um desvio na sua rota, aterrando em Las Palmas, para que fosse socorrida uma mulher grávida de quatro meses, cheia de contracções e uma grande hemorragia, sendo quase certo que o bebé dificilmente consegue resistir.
Tanta contradição, mas é este o Mundo em que vivemos.
Foi uma semana em que as emoções saltaram à flor da pele.
Falei com uma amiga de Lisboa que, aos 36 ou 37 anos, luta contra concra o cancro da mama. Dócil, com muita piada, esta foi a única colega de trabalho que, durante mais de dois anos em que trabalhei em Lisboa, se abriu, teve tempo para mim, uma tripeira com sotaque do Norte e ainda por cima portista!
Tem dois filhos pequenos - de dois anos e de quatro meses -, e a sua força e garra invejáveis demonstram ser uma guerreira, uma verdadeira heroína.
Foi esta semana que também conheci aquele que é o homem mais velho de Portugal, o segundo da Europa e o sexto do Mundo, um senhor que faz amanhã 111 anos.
No decorrer destes dias, foi ainda tempo de a P. fazer 11 meses.
Já ontem, soube que o voo Porto/S. Paulo fez um desvio na sua rota, aterrando em Las Palmas, para que fosse socorrida uma mulher grávida de quatro meses, cheia de contracções e uma grande hemorragia, sendo quase certo que o bebé dificilmente consegue resistir.
Tanta contradição, mas é este o Mundo em que vivemos.
sábado, 29 de setembro de 2007
Desde que chegámos de férias que o Homem lá de casa ainda não teve um fim-de-semana livre. Assim sendo, desde que chegámos de férias que eu ainda não tive um dia menos atarefado. Entre as miúdas e o trabalho, tudo se faz, recorrendo por vezes a muita imaginação, para que não perca as estribeiras.
Estamos no final do mês, sinto que estou a atingir os meus limites de conseguir manter-me em pé. Tenho sono em atraso, tenho saudades de horizontalizar o corpo por breves momentos no sofá, tenho o cansaço à flor da pele.
Neste fim-de-semana também eu estou a trabalhar. Ao contrário do Homem lá de casa, sei com a devida antecedência quando é que vou estar de serviço, o que dá alguma garantia para organizar o agregado familiar.
Por força das circunstâncias, as filhas foram outra vez para casa da avó. Mas ontem saí de lá com dois sentimentos opostos: o quanto estou a precisar de dois dias sem filhas (mesmo estando a trabalhar)/o quanto deixá-las lá me está a cortar o coração.
A T. começou a chorar assim que lhe disse que tinha que ir embora. De imediato arranjou uma desculpa para justificar as lágrimas (tão próprio dela, tentar disfarçar a coisa ), mas logo percebi as suas causas. Agarrei-a, apertei-a, dei-lhe conforto. Assim que surgiu a oportunidade, aproveitei uma deixa para brincar com a situação e a"crise" rapidamente passou.
Acredito que esta "crise" aconteça porque o pai tem estado muito ausente, e tem sofrido de paizite aguda, e porque há já cerca de 3 meses que não dormia fora de casa.
A P. já ficou a dormir. Fui eu que a deitei. Mas saber que chora de noite, que está numa fase em que todos os olhos são poucos e que, apesar de tudo, não está comigo não me permite ficar indiferente, mais que não seja pelo trabalho que vai dar aos outros, quando a responsabilidade é nossa.
São lamentos, eu sei, apesar de eu ser apologista de noites fora de casa, convivências com os mais chegados e novas aventuras.
Uma vez por ano, o Homem lá de casa e eu partimos de férias, ou mini-férias, sem filhas. O coração fica mínimo, apertado, mas o corpo enche-se de novas energias e a alma mais viva!
Estamos no final do mês, sinto que estou a atingir os meus limites de conseguir manter-me em pé. Tenho sono em atraso, tenho saudades de horizontalizar o corpo por breves momentos no sofá, tenho o cansaço à flor da pele.
Neste fim-de-semana também eu estou a trabalhar. Ao contrário do Homem lá de casa, sei com a devida antecedência quando é que vou estar de serviço, o que dá alguma garantia para organizar o agregado familiar.
Por força das circunstâncias, as filhas foram outra vez para casa da avó. Mas ontem saí de lá com dois sentimentos opostos: o quanto estou a precisar de dois dias sem filhas (mesmo estando a trabalhar)/o quanto deixá-las lá me está a cortar o coração.
A T. começou a chorar assim que lhe disse que tinha que ir embora. De imediato arranjou uma desculpa para justificar as lágrimas (tão próprio dela, tentar disfarçar a coisa ), mas logo percebi as suas causas. Agarrei-a, apertei-a, dei-lhe conforto. Assim que surgiu a oportunidade, aproveitei uma deixa para brincar com a situação e a"crise" rapidamente passou.
Acredito que esta "crise" aconteça porque o pai tem estado muito ausente, e tem sofrido de paizite aguda, e porque há já cerca de 3 meses que não dormia fora de casa.
A P. já ficou a dormir. Fui eu que a deitei. Mas saber que chora de noite, que está numa fase em que todos os olhos são poucos e que, apesar de tudo, não está comigo não me permite ficar indiferente, mais que não seja pelo trabalho que vai dar aos outros, quando a responsabilidade é nossa.
São lamentos, eu sei, apesar de eu ser apologista de noites fora de casa, convivências com os mais chegados e novas aventuras.
Uma vez por ano, o Homem lá de casa e eu partimos de férias, ou mini-férias, sem filhas. O coração fica mínimo, apertado, mas o corpo enche-se de novas energias e a alma mais viva!
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Uma das coisas que gosto no colégio da T. é a oportunidade que dão às crianças de conhecerem "coisas novas", promovendo várias visitas durante o ano lectivo.
Hoje foi o dia de visitar uma quinta em Braga (óh mãe, fica muito longe não fica?). O objectivo era contactar a natureza neste início do Outono.
Fui buscá-la ao colégio e saltou-me logo à vistinha a sua sujidade. As nódoas de framboesa espalhadas pela t-shirt, os joelhos bem marcados nas calças, as sapatilhas brancas castanhas. Fiquei feliz por perceber logo, perante o panorama,o quanto gozou o passeio.
A minha primeira pergunta foi se tinha sido bom. Respondeu "óh mãe, adorei!"
Na próxima semana já vai comemorar o Dia Mundial da Música conhecendo o órgão de tubos da Igreja da Lapa.
Eu autorizo tudo, assino logo a folha que me chega do colégio!
Hoje foi o dia de visitar uma quinta em Braga (óh mãe, fica muito longe não fica?). O objectivo era contactar a natureza neste início do Outono.
Fui buscá-la ao colégio e saltou-me logo à vistinha a sua sujidade. As nódoas de framboesa espalhadas pela t-shirt, os joelhos bem marcados nas calças, as sapatilhas brancas castanhas. Fiquei feliz por perceber logo, perante o panorama,o quanto gozou o passeio.
A minha primeira pergunta foi se tinha sido bom. Respondeu "óh mãe, adorei!"
Na próxima semana já vai comemorar o Dia Mundial da Música conhecendo o órgão de tubos da Igreja da Lapa.
Eu autorizo tudo, assino logo a folha que me chega do colégio!
quarta-feira, 25 de julho de 2007
O quanto é bom...
É tão bom, mas mesmo tão bom, aconchegar-lhes os lençóis antes de me ir deitar, sentir os seus cheiros, tão distintos, e vê-las a dormir pacificamente...
O quanto gosto destes pequenos momentos. São eles que me fazem feliz, que me deixam com a confiança necessária de seguir em frente, dia após dia, para suportar birras atrás de birras, choros e desaventuras, típicas das idades.
É tão bom, mas mesmo tão bom, sentir-me feliz enquanto olho para elas, enquanto as vejo as brincar, felizes.
O quanto gosto de ver que já existe cumplicidade entre as duas, apesar da grande diferença de idades e de a Pisco ser ainda um pisco de gente.
PS: Fui, como vou todas as noites, aconchegar-lhes os lençóis depois de assistir ao último episódio do ER, na RTP2. Mas que episódio impressionante.
E o problema é que agora lá se foi mais uma série que seguia. Que saudades tenho do Michael, do Prison Break! Volta, filho, tás perdoado e a gente cá te espera (ansiosamente) na 3ª temporada.
O quanto gosto destes pequenos momentos. São eles que me fazem feliz, que me deixam com a confiança necessária de seguir em frente, dia após dia, para suportar birras atrás de birras, choros e desaventuras, típicas das idades.
É tão bom, mas mesmo tão bom, sentir-me feliz enquanto olho para elas, enquanto as vejo as brincar, felizes.
O quanto gosto de ver que já existe cumplicidade entre as duas, apesar da grande diferença de idades e de a Pisco ser ainda um pisco de gente.
PS: Fui, como vou todas as noites, aconchegar-lhes os lençóis depois de assistir ao último episódio do ER, na RTP2. Mas que episódio impressionante.
E o problema é que agora lá se foi mais uma série que seguia. Que saudades tenho do Michael, do Prison Break! Volta, filho, tás perdoado e a gente cá te espera (ansiosamente) na 3ª temporada.
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