Perguntei quantas vezes podia telefonar, uma vez que já me pediu para não o fazer quando está longe de nós, "porque fica com muitas saudades".Deu-me três opções de escolha: 1, 3 ou nenhuma. Optei pela segunda, pois claro!
De manhã, antes de sair de casa para trabalhar, fui ao quarto dar-lhe um beijinho. Sentiu-me (pois, claro, não resisti em lhe dar vários beijinhos) e despertou. Perguntou qual era o meu número de telefone, ou melhor, se podia ligar para aquele número que escreveu com muito cuidado num quadrado de papel há mais de um mês. Disse-lhe que sim, que apenas precisava de pedir ao avô, mas entendi que a dúvida dela era saber se aquele era o meu número do telemóvel ou outro (de casa). Perguntei se ela queria que escrevesse em papel semelhante os números do pai, da mãe e de casa para ela levar, e se queria que guardasse na mala, ao lado das Pollys.
"Não mãe, esse espaço (da mala) é muito grande e posso perder o papel. Deixa lá, não é preciso, tu ligas".
Fiquei com vontade de não a deixar ir...
(Tão grande que ela está, meu Deus!)
O pai já me disse que saiu contente, mas que "não quis muito olhar para trás". E agora só me resta aturar a besnica a reclamar a "mama" (mana) constantemente!
