domingo, 23 de dezembro de 2007

Esteve umas longas horas no veterinário. Depois de um tratamento regressou a casa com o diagnóstico traçado: síndrome vestibular.
Não lhe vejo melhoras em mais de 24 horas. Regressa ainda hoje ao veterinário.

Felizmente, a T. está praticamente indiferente à situação. Percebeu perfeitamente que a G. está "velhinha" e, à semelhança do que aconteceu com a bisavó, pode morrer por isso. Depois logo veremos a sua reacção. A P., naturalmente, ainda está mais distante e continua a fazer uma festa (é mais puxar os pêlos!) cada vez que se cruza com a cadela e a sorrir-lhe de manhã.
Fiquei apreensiva com a minha irmã mais nova. A verdade é que a G. entrou na minha vida era eu ainda solteira e a minha irmã ainda nem sequer existia. Cresceram juntas, estiveram juntas até eu sair de casa. Ontem à noite foi jantar connosco e, antes e depois da refeição, não largou o chão, ou melhor, não saiu de perto da cadela.
Chegou mesmo a perguntar-me, com as lágrimas a caírem pela cara abaixo, se os veterinários matam os animais. Fui honesta. A vida é mesmo assim...
Expliquei-lhe que a G. iria em breve para o consultório do veterinário, porque está muito doente e eu não quero que ela morra em casa, e dei-lhe a garantia que será muito bem tratada até morrer. Mas acrescentei que sim, que é possível matar os animais que estão em grande sofrimento. E que mais vale dar-lhes uma injecção indolor e acabar com o seu sofrimento do que tê-los vivos, sem condições mínimas de sobrevivência.
Seguiu-se a pergunta se tal também era possível com as pessoas...
Fui mais uma vez honesta, respondi que sim, mas que isso, que se chama eutanásia, é ilegal... e quem o fizer vai preso.

1 comentário:

Bala disse...

Bolas!!

Sei o que isso é, já passei pela mesma situação 2 vezes, com cães novinhos. Doi bem fundo, quase tanto como se fosse um familiar, mas pelo menos dá-nos a opção de escolher acabar com o sofrimento deles.

Bjinhos