Resolvi ligar a máquina da roupa e esperar que termine, ocupando esse tempo por estes lados. Enquanto me dediquei a actualizar a leitura dos blogues um turbilhão de ideias me passou pela cabeça. O instinto leva-me a iniciar a sessão e criar um novo post, para tentar transmitir o que me vai na alma, mas não sei se sou capaz.
60 anos de existência, dos quais mais de metade a fazer sofrer aqueles que diz(ia) que ama(va). Teimoso, mesmo muito persistente, a querer sempre tudo para ontem. Não sabe esperar, desespera, leva os outros ao desespero. Atitudes de miúdo, birras e chamadas de atenção por descontrolo de emoções.
Tão depressa está num buraco, se culpabiliza pelo seu caminho, sente remorsos pelos surtos de sei-lá-o-quê, como está num estado de (aparente) felicidade.
Um homem que nunca cresceu, digo eu. Frustrado, porque quer ser frustado e não sabe tirar partido da vida, do que a vida lhe deu, dá e proporciona. Tudo por ser inconstante.
Apenas lhe reconheço mérito no seu percurso profissional. Nesse caminho, ao contrário do de pai, nunca falhou, sempre se aplicou e conseguiu ser reconhecido.
Somos seis filhos, com idades entre os 36 e os 10, fruto dos seus três desvarios.
A verdade não mata mas mói. Sinto dor.
E tenho pena - o pior sentimento que se pode ter por alguém -, porque só o vejo a ficar um dia mais tarde sozinho.
A máquina já terminou...