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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

E é (quase) Natal

Vem aí o Natal e eu não estou nem aí!
Gosto de fazer a árvore, montar o presépio e dar um ar de graça à casa, tudo isto com uma ajuda extraordinária, este ano já a seis mãos, mas a "obrigatoriedade" da data irrita-me. E cada vez mais.
A loucura da compra dos presentes, o dinheiro investido, que muitas vezes considero mal gasto, a agenda com véspera, dia e também seguintes marcados, preenchidos de encontros que me obrigam a um corrupio cansativo.
Desejava este ano festejar o Natal a 5 e mais nada! Que me desculpe quem está a contorcer-se com este meu "egoísmo", mas...

Pronto, venha o resto da família, que traga as rabanadas, os mexidos, o bacalhau e as pencas, que eu até vou gostar muito!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Desabafos

Que vergonha! Foi a frase que me saiu quando vi as imagens do sr. ex-ministro da Economia no Parlamento.
Eu também me irrito, também tenho dias/momentos maus, altura em que o tom de voz se altera, sai uma palmada ou até me refugio no quarto durante uns minutos para me controlar. Manuel Pinho passou (todas) as marcas!
E explicar à T. o que aconteceu foi... até engraçado. Já o tinha sido quando o Jesualdo Ferreira foi castigado por fazer um manguito.

Ó sr. Dr. Rui Rio,
Eu até simpatizo com o senhor, apesar de não ver grandes mudanças na cidade e coisa e tal, mas não imagina o transtorno que as "suas" corridas de automóveis provocam aos munícipes e seus vizinhos.
Foram dias e dias seguidos de condicionamentos de trânsito para colocação de redes, railes, vedações, saídas de emergência, bancadas, cadeiras, painéis publicitários e mais não-sei-o-quê. Hoje saí de casa bem cedo para conseguir atravessar parte da cidade para que a T. não perdesse a camioneta para a praia, e a P. não tem escola, porque os carrinhos passam-lhe à porta!
O problema é que tudo isto se repete no próximo fim-de-semana.
Em Setembro teremos os aviões, mas esses a mim não me afectam, passam-me por cima :)


Tenho entulho em casa há mais de 30 dias. Está empilhado em cima da mesa da sala. Aguardamos orçamentos para arranjar a casa e vamos insistir/reclamar com a seguradora.
Não encontra enquadramento para a queda do gesso do tecto porque não teve como causa provavel uma infiltração de água, um incêndio ou um terramoto, simplesmente caiu, provavelmente por má colocação do mesmo. Mas que culpa temos nós, heim???? Só por milagre não provocou feridos! O seguro chama-se "Multiriscos" mas parece que de nada serve nome tão pomposo.
A vontade que tenho é a de pedir ao vizinho de cima que abra uma torneira e a deixe assim horas e horas e, claro, mandar a seguradora ao raio que a parta!

E fui às compras para mim! Gastei por conta do subsídio de maternidade.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Dias intensos

Depois de descobrir que a única maneira de abrir a porta de casa sem ferir susceptibilidades era convidar todos e... haja fé em Deus (podendo reunir avós, ex-mulheres do avô, padrinhos, primos e tios), a T. teve este ano direito a DUAS festas de anos!
Foram dias intensos, de muita agitação, muitos presentes (em demasia), muitas guloseimas e, acima de tudo, muitas emoções.
Dia 28 com a família toda (que conseguiu sei-lá-como marcar o ponto para dar um beijinho à T. em horas desencontradas) e dia 29 com os amigos do colégio.
Com tanta emoção a coisa tinha que rebentar e ontem à noite, já nitidamente muito cansada com os festejos, explodiu!
A fragilidade que referi no post anterior apareceu. Já a esperava há muito tempo, mas só sob pressão se manifestou. Melhor assim, penso eu, mais vale tarde do que nunca.
Ao fim de 2 anos manifestou directamente os ciúmes que sente pela irmã, que, de facto, espalha graça e charme pela casa, estraga desenhos e trabalhos, pega no que não deve, usa e abusa da bondade da T.
Depois de afirmar o quanto gostou das festas e dos mimos que recebeu, chorou, mostrou o seu desconsolo, o seu sofrimento. Consegui que dissesse que, do seu ponto de vista, nós, pais, damos muito mais atenção à P. do que a ela.
Ó mãe, porque se ela se magoa vocês vão logo lá dar-lhe colo. E ficam com ela muito tempo. Quando sou eu, tu dizes sempre já passou e mais nada!", exemplificou.
Abraçadas, conversamos. Expliquei-lhe que o amor que sinto por ela é igual ao amor que sinto pela irmã, e que quando nascer a 3ª eu vou conseguir amar todas da mesma maneira. Tentei fazer com que percebesse que a diferença está na idade, que a P. é bem mais pequena, o que faz com que eu tenha, por vezes, de lhe dar mais atenção.
Referi também que o dia acaba por ser pequeno para se fazer tudo o que se quer, o que faz com que tenha que seguir o meu relógio e não o (imaginário) dela.
"Por isso muitas vezes me zango contigo depois de já te ter chamado 3 ou 4 vezes para o banho ou para vires para a mesa...", sustentei.
Argumentei ainda que só tenho dois braços e duas pernas e que não posso estar em duas situações ao mesmo tempo, tendo ela (bem como a irmã) que aprender a esperar.
A reboque veio o desagrado por só frequentar a natação quando as amigas têm duas actividades.
Mea culpa. A opção, contudo, tem um só objectivo: "Assim podes ir para a piscina quando quiseres sem o pai e a mãe se preocuparem. É muito importante saber nadar e a natação é um desporto completo, que te permite aprender muito mais do que só saber nadar".
"Mas isto e aquilo, porque a não-sei-quantas anda também no ballet e mais isto e aquilo...", ainda disse ela.
Ok, ficamos entendidas, se no próximo Verão a questão como-sobreviver-sozinha-na-piscina-sem-braçadeiras estiver completamente resolvida podemos equacionar inscrevê-la noutra actividade. Este ano não. Além do mais já não há vagas nas outras actividades!
"Mãe, o que é vagas????"
O jogo das cadeiras serviu para explicar o significado!
Adormeceu tranquila. Espero que o seu sorriso meigo regresse agora em força.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Diz que é uma espécie de mãe-coragem...

O que mais tenho ouvido é a expressão "que corajosa!"- Mas será coragem?
Ter 3 filhos na minha geração é, nos dias que correm, uma excepção. Por tudo. Pela situação profissional dos pais, pelo pouco tempo disponível que se tem para eles, pelo que representa em termos económicos mais um elemento no agregado familiar, etc.
Cheguei a casa cansada, com pouca paciência para estar com elas. O que me apetecia mesmo era estatelar-me no sofá, não ter que pensar em brincadeiras, banhos, jantares, roupas para amanhã e insistências quanto às horas de deitar.
Suspirei várias vezes antes de me confrontar hoje com a realidade dos fins-de-tarde. Depois de aqui chegar, depois de ter cumprido todas as tarefas acima descritas, de estar (finalmente) sentada no sofá, senti um aperto, qualquer coisa como: Ai, mas serei eu capaz de aguentar? Terei eu paciência para mais?

...E depois, vou ao quarto delas, tiro a mais nova da cama da "mama" (mana) - não vale a pena, fala pelos cotovelos, diz tudo, mas não corrige o termo - e ao deitá-la na sua ouço: "não mãe, mais um acadinho (bocadinho)"...
Fiquei mais tranquila.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Resolvi ligar a máquina da roupa e esperar que termine, ocupando esse tempo por estes lados. Enquanto me dediquei a actualizar a leitura dos blogues um turbilhão de ideias me passou pela cabeça. O instinto leva-me a iniciar a sessão e criar um novo post, para tentar transmitir o que me vai na alma, mas não sei se sou capaz.

60 anos de existência, dos quais mais de metade a fazer sofrer aqueles que diz(ia) que ama(va). Teimoso, mesmo muito persistente, a querer sempre tudo para ontem. Não sabe esperar, desespera, leva os outros ao desespero. Atitudes de miúdo, birras e chamadas de atenção por descontrolo de emoções.
Tão depressa está num buraco, se culpabiliza pelo seu caminho, sente remorsos pelos surtos de sei-lá-o-quê, como está num estado de (aparente) felicidade.
Um homem que nunca cresceu, digo eu. Frustrado, porque quer ser frustado e não sabe tirar partido da vida, do que a vida lhe deu, dá e proporciona. Tudo por ser inconstante.
Apenas lhe reconheço mérito no seu percurso profissional. Nesse caminho, ao contrário do de pai, nunca falhou, sempre se aplicou e conseguiu ser reconhecido.
Somos seis filhos, com idades entre os 36 e os 10, fruto dos seus três desvarios.
A verdade não mata mas mói. Sinto dor.
E tenho pena - o pior sentimento que se pode ter por alguém -, porque só o vejo a ficar um dia mais tarde sozinho.

A máquina já terminou...

terça-feira, 25 de março de 2008

É preciso ter lata, digo eu...

Numa conversa entre amigas, num verdadeiro jantar de gajas:
Uma delas admite que com certeza não vai conseguir pôr os filhos no colégio privado como deseja porque a sua situação financeira não dá para tudo.
Uma outra responde que ela e o marido recebem ajuda do Estado para ter os filhos no ensino privado e que ela devia tentar o mesmo.
A questão é que esta segunda vive bem, tanto ela como o marido recebem ordenados que lhes permitem alimentar 4 filhos, ter uma emprega interna e viver numa casa com jardim!!!
E, ao que parece, o marido declara não ter rendimentos ou algo do género e ela declara muito menos do que o que recebe na realidade.
E andamos nós a descontar para pagar aos outros, que preferem, desonestamente, andar "na mama" do Estado! Estas situações (recorrentes, eu sei) incomodam-me.

sábado, 1 de março de 2008

Baralhadas

Trouxe trabalho para casa, mas ainda não peguei nele nem sei se o farei, tal o imprevisto.
O meu pai encontrou-me on-line esta manhã e desafiou-me para um almoço. Veio cá ter, acompanhado da minha irmã mais nova, e lá fomos a pé até um restaurante perto, com esplanada. Depois do almoço "atracamos" de novo por aqui e ele foi ficando, ficando...
Tem 59, quase 60 anos, mas... faz-me tanta confusão o modo como leva a vida e o que (ainda)pretende dela.
Depois de seis filhos, de três casamentos, prepara-se para ficar sozinho de novo. Vive ainda com a mulher, mas apenas porque... até Junho, anunciou, sem eu perceber como é que é possível a decisão estar tomada e aguentar até lá.
Só lhe pedi que não me apresente quem quer que seja, porque não estou interessada, por mim e pelas minhas filhas.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Ideias soltas

Tenho a P. doente, em casa, com um febrão.
Noite péssima, a acordar de hora a hora com a P.
Últimos dois dias loucos de trabalho, entre "Pidás" e outras figuras do Norte.
Presentes de Natal comprados, embrulhados e arrumados.
Está um frio do caraças.
A ausência de nicotina está a soltar-me a língua, estou com tendência para dizer palavrões.
Já comi uma bola de berlim hoje.
As "chiclets" já me chateiam, não há sabor que me agrade.
O Homem lá de casa faz-me falta.
Largava já este tasco para ir para casa...