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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Prorroguei a baixa. Mais um mês de sofá pela frente! (esquecendo as obrigações familiares)
Uma ida ao centro de saúde para marcar o ponto junto de uma médica de família que vive para os doentes e odeia as burocracias, as imposições.
Só a conheço por causa das baixas, que pedi no final das gravidezes anteriores.

Então, J., o que se passa? -disse, sem olhar para mim.
É a baixa, blá, blá, blá...
Ah, pois! Claro! Desculpe, ainda não tinha olhado para si... - afirmou.
Meti conversa. Questionei-a sobre a existência, ou não, de monotonia no seu trabalho, uma vez que reparei que tem que "despachar" muitos doentes numa manhã de trabalho.
Monotonia nunca, porque cada caso é um caso e a sua missão é ser a 1ª médica a descobrir o que se passa com cada um dos seus doentes. Mas muito desgaste, por força do sistema administrativo, que lhe marca doentes de 15 em 15 minutos.
Como posso eu apostar na prevenção, conversar com os utentes, para os conhecer, se me dão 15 minutos para cada um? - desabafou.
Compreendo... é a tal história da produtividade: o que interessa é facturar (neste caso aviar doentes) sem apostar na qualidade da prestação do serviço - respondi.
E ali ficámos, a conversar sobre o sistema, o estado actual e o rumo do nosso país.
Quase que me despedia da médica com um beijinho...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Saúde a quanto obrigas!

Ontem levei as miúdas às vacinas. 15 meses e 5 anos. Dois "shots" em cada uma. Arrisquei ir sozinha (também não tinha outra opção, verdade seja dita!) com as duas.
Tinha anunciado à T, em finais de 2007, que teria uma vacina aos 5 anos. Sofreu por antecipação durante 15 dias, mas depois passou-lhe. A piolha, claro, nunca faz ideia do que a espera ;), pelo menos para já!
Segunda-feira relembrei o assunto à T, que se mostrou muito optimista e tal-e-coisa-e-tal, porque as vacinas "são importantes, mãe, por causa das doenças", e tal-e-coisa-e-tal.
A T. foi a primeira, porque eu assim o defini, caso contrário como aguentaria com uma besnica aos gritos ao colo e seguraria na mais velha, heim?! Também ficou definido, de acordo com as dicas da enfermeira, que primeiro seria dada aquela vacina que quase não dói, para que a impressão imediata fosse bastante positiva. Foi, então, administrada a vacina dolorosa (reforço da VASPR – Sarampo, Papeira e Rubéola)...
Correu muito bem, muito melhor do que aquilo que eu esperava. Fiquei tão orgulhosa da T! Foi mesmo uma menina grande, que apenas deixou cair as lágrimas enquanto a segunda vacina estava a ser dada. Vi que estava em sofrimento, agarrei-a, dei-lhe conforto e muito mimo numa tentativa de lhe apaziguar a dor.
A P. chorou, mas mais por estar agarrada, no caso da primeira vacina. Na segunda já chorou pela dor (também foi a VASPR).
Saímos dali para um lanche melhorado!