Não quis experimentar o prato de bacalhau ao jantar. Namorou a fruta à sobremesa, com os olhos. Quando a irmã lhe ofereceu um gomo de maçã respondeu que não podia comer, porque o prato do jantar estava intacto.
Foi para a cama só com a sopa. Percebeu a ideia: se não há fome para o bacalhau não há fome para mais nada!
Mas quando estava já deitada pediu "a comida".
Respondi que não, que a hora do jantar já tinha acabado. Adormeceu sem problemas.
Tenho 37 anos, sou mãe da Totas, da Pisco e da bebé L. Vivo numa azáfama entre a casa e o trabalho.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Festejar o "Knut"
Isto de estar de molho dá (tempo) para pensar!
Crianças na escola às 09:00 e o resto da manhã por aqui, vegetando no sofá com o portátil no colo. Uma espreitadela aqui e outra acolá e os resultados já estão semi à vista!
A casa anda em mudanças. Já estamos a preparar a chegada da 3ª Maria, organizando o quarto delas, o quarto/escritório/arrumos e o nosso espaço.
Aproveitando a celebração do KNUT, a coisa vai ao sítio!
Hoje chega um sofá novo (que isto agora é mais barato comprar um novo do que mandar arranjar e estofar o velho), uma secretária (já a pensar no 1º ano da T.) e duas estantes.
As 3 Marias ficarão juntas no mesmo quarto. Os brinquedos passam para o escritório, que vai surgir de cara lavada.
(e só me custa acreditar como foi possível acumular tanta tralha em 8 anos de casa!)
E a troca (para breve) de carro é inevitável...
Crianças na escola às 09:00 e o resto da manhã por aqui, vegetando no sofá com o portátil no colo. Uma espreitadela aqui e outra acolá e os resultados já estão semi à vista!
A casa anda em mudanças. Já estamos a preparar a chegada da 3ª Maria, organizando o quarto delas, o quarto/escritório/arrumos e o nosso espaço.
Aproveitando a celebração do KNUT, a coisa vai ao sítio!
Hoje chega um sofá novo (que isto agora é mais barato comprar um novo do que mandar arranjar e estofar o velho), uma secretária (já a pensar no 1º ano da T.) e duas estantes.
As 3 Marias ficarão juntas no mesmo quarto. Os brinquedos passam para o escritório, que vai surgir de cara lavada.
(e só me custa acreditar como foi possível acumular tanta tralha em 8 anos de casa!)
E a troca (para breve) de carro é inevitável...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Experiências
A mais nova brincava enquanto eu repousava no sofá. Chama-me, diz que lhe dói o nariz. Vamos até à casa-de-banho lavar o dito. Chora, diz que dói ainda mais o nariz.
Inspecciono e, com uma cotonete, aparece algo azul-pró-turqueza. Faço o diagnóstico: enfiou plasticina no nariz!
Com uma lanterna consigo ver uma bola lá dentro. Retiro-a... passados uns minutos ela queixa-se de novo. "Oh Deus, lá vamos nós ter que ir a uma urgência", pensei.
Peço-lhe para assoar o nariz e lá saiu mais uma bola azul-pró-turqueza!
Dou-lhe um raspanete, explico que é asneira e, com a maior das latas e naturalidade, responde-me:"é uma catota, mãe!"
Brincadeiras de quem tem 2 anos!
LIÇÃO para a mãe: NUNCA MAIS ter a plasticina da irmã à mão de semear.
Inspecciono e, com uma cotonete, aparece algo azul-pró-turqueza. Faço o diagnóstico: enfiou plasticina no nariz!
Com uma lanterna consigo ver uma bola lá dentro. Retiro-a... passados uns minutos ela queixa-se de novo. "Oh Deus, lá vamos nós ter que ir a uma urgência", pensei.
Peço-lhe para assoar o nariz e lá saiu mais uma bola azul-pró-turqueza!
Dou-lhe um raspanete, explico que é asneira e, com a maior das latas e naturalidade, responde-me:"é uma catota, mãe!"
Brincadeiras de quem tem 2 anos!
LIÇÃO para a mãe: NUNCA MAIS ter a plasticina da irmã à mão de semear.
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Identidade
Existem já dois nomes possíveis para a Maria embutida. Decidir é que está difícil. Por mim, quando nascer, depois de olhar para a sua cara, escolho!
(Curiosamente começam os dois por L.)
(Curiosamente começam os dois por L.)
Prorroguei a baixa. Mais um mês de sofá pela frente! (esquecendo as obrigações familiares)
Uma ida ao centro de saúde para marcar o ponto junto de uma médica de família que vive para os doentes e odeia as burocracias, as imposições.
Só a conheço por causa das baixas, que pedi no final das gravidezes anteriores.
Então, J., o que se passa? -disse, sem olhar para mim.
É a baixa, blá, blá, blá...
Ah, pois! Claro! Desculpe, ainda não tinha olhado para si... - afirmou.
Meti conversa. Questionei-a sobre a existência, ou não, de monotonia no seu trabalho, uma vez que reparei que tem que "despachar" muitos doentes numa manhã de trabalho.
Monotonia nunca, porque cada caso é um caso e a sua missão é ser a 1ª médica a descobrir o que se passa com cada um dos seus doentes. Mas muito desgaste, por força do sistema administrativo, que lhe marca doentes de 15 em 15 minutos.
Como posso eu apostar na prevenção, conversar com os utentes, para os conhecer, se me dão 15 minutos para cada um? - desabafou.
Compreendo... é a tal história da produtividade: o que interessa é facturar (neste caso aviar doentes) sem apostar na qualidade da prestação do serviço - respondi.
E ali ficámos, a conversar sobre o sistema, o estado actual e o rumo do nosso país.
Quase que me despedia da médica com um beijinho...
Uma ida ao centro de saúde para marcar o ponto junto de uma médica de família que vive para os doentes e odeia as burocracias, as imposições.
Só a conheço por causa das baixas, que pedi no final das gravidezes anteriores.
Então, J., o que se passa? -disse, sem olhar para mim.
É a baixa, blá, blá, blá...
Ah, pois! Claro! Desculpe, ainda não tinha olhado para si... - afirmou.
Meti conversa. Questionei-a sobre a existência, ou não, de monotonia no seu trabalho, uma vez que reparei que tem que "despachar" muitos doentes numa manhã de trabalho.
Monotonia nunca, porque cada caso é um caso e a sua missão é ser a 1ª médica a descobrir o que se passa com cada um dos seus doentes. Mas muito desgaste, por força do sistema administrativo, que lhe marca doentes de 15 em 15 minutos.
Como posso eu apostar na prevenção, conversar com os utentes, para os conhecer, se me dão 15 minutos para cada um? - desabafou.
Compreendo... é a tal história da produtividade: o que interessa é facturar (neste caso aviar doentes) sem apostar na qualidade da prestação do serviço - respondi.
E ali ficámos, a conversar sobre o sistema, o estado actual e o rumo do nosso país.
Quase que me despedia da médica com um beijinho...
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