Sou cristã e católica... por instinto, direi. Sou baptizada, fiz a 1.ª comunhão e a profissão de fé. Não sou crismada porque, contrariando o desejo da minha mãe, não quis. Achei que era assumir uma responsabilidade enorme, que não encaixava no meu perfil. Mas depois, anos mais tarde, senti que casar pela igreja fazia todo o sentido e casei.
As minhas filhas são baptizadas e escolher padrinhos para as três foi a tarefa mais difícil, porque fui exigente nas exigências. Procurei (e encontrei) pessoas que sei que nunca lhes faltarão, acabando por recorrer a próximos não tão próximos (surpreendendo tudo e todos).
E esta conversa toda para dizer que acabei de ler uma entrevista do bispo do Porto a um semanário da cidade, em que D. Manuel Clemente afirma "o amor é o grande presente de Natal".
Palavras sábias! Tudo o resto é pormenor, como o escrevi ontem.
Admiro D. Manuel Clemente. Ouço as suas palavras e gosto. Fico sempre com um sorriso meio aparvalhado quando o confronto com perguntas da atualidade, a maioria das quais relacionadas com a crise. E ele responde sempre...
O bispo do Porto é um homem muito inteligente, é um bom homem, é um senhor!
Em cerca de três meses "fiz" o enterro de dois dos seus antecessores e, confesso, nunca lhes achei piada nenhuma. Este não!
Este ano, na mensagem de Natal, Manuel Clemente pede, usando outras palavras, um minuto, só um minuto para os outros... disponibilizassemos todos 1 minuto para quem mais precisa e seriamos todos muito mais felizes.
Pronto, ok, já chega de delírios, Joana Maria...