sábado, 29 de setembro de 2007

Desde que chegámos de férias que o Homem lá de casa ainda não teve um fim-de-semana livre. Assim sendo, desde que chegámos de férias que eu ainda não tive um dia menos atarefado. Entre as miúdas e o trabalho, tudo se faz, recorrendo por vezes a muita imaginação, para que não perca as estribeiras.

Estamos no final do mês, sinto que estou a atingir os meus limites de conseguir manter-me em pé. Tenho sono em atraso, tenho saudades de horizontalizar o corpo por breves momentos no sofá, tenho o cansaço à flor da pele.

Neste fim-de-semana também eu estou a trabalhar. Ao contrário do Homem lá de casa, sei com a devida antecedência quando é que vou estar de serviço, o que dá alguma garantia para organizar o agregado familiar.
Por força das circunstâncias, as filhas foram outra vez para casa da avó. Mas ontem saí de lá com dois sentimentos opostos: o quanto estou a precisar de dois dias sem filhas (mesmo estando a trabalhar)/o quanto deixá-las lá me está a cortar o coração.

A T. começou a chorar assim que lhe disse que tinha que ir embora. De imediato arranjou uma desculpa para justificar as lágrimas (tão próprio dela, tentar disfarçar a coisa ), mas logo percebi as suas causas. Agarrei-a, apertei-a, dei-lhe conforto. Assim que surgiu a oportunidade, aproveitei uma deixa para brincar com a situação e a"crise" rapidamente passou.
Acredito que esta "crise" aconteça porque o pai tem estado muito ausente, e tem sofrido de paizite aguda, e porque há já cerca de 3 meses que não dormia fora de casa.
A P. já ficou a dormir. Fui eu que a deitei. Mas saber que chora de noite, que está numa fase em que todos os olhos são poucos e que, apesar de tudo, não está comigo não me permite ficar indiferente, mais que não seja pelo trabalho que vai dar aos outros, quando a responsabilidade é nossa.

São lamentos, eu sei, apesar de eu ser apologista de noites fora de casa, convivências com os mais chegados e novas aventuras.
Uma vez por ano, o Homem lá de casa e eu partimos de férias, ou mini-férias, sem filhas. O coração fica mínimo, apertado, mas o corpo enche-se de novas energias e a alma mais viva!

1 comentário:

Cláudia Braz disse...

A Daniela ainda não passou uma noite fora de casa, longe de nós!
Por isso, não posso dizer "sei o que sentes..." e blá, blá, blá!

Não sei que te dizer...
Olha, não digo nada!