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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ainda não contei (II)

Que comprei um pacote de fraldas para prematuros e fiquei abismada com o tamanho das ditas!Até dei uma à P. para pôr nas bonecas.
E que as fraldas da farmácia (Libero) são mais baratas que as Dodots e sempre se envia o recibo para o IRS.
Sim, e que a P. está com febre, continua de cuecas e sem pedir chichis ou cocós.
E que a T. entrou em contagem decrescente para o nascimento da L.
E que a T. agora salta da cama de manhã graças a um fantástico despertador que a madrinha lhe deu na Páscoa.
E que eu desisti de ir à balança, apesar de me sentir ligeiramente maior.
E que o homem cá de casa está a entrar na recta final da formação (Ufa, já era sem tempo), sendo certo que só fica livre (desta 1ª fase) após o dia 28.
E que a L. deve nascer exactamente logo após o Homem estar de volta!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Dias intensos

Depois de descobrir que a única maneira de abrir a porta de casa sem ferir susceptibilidades era convidar todos e... haja fé em Deus (podendo reunir avós, ex-mulheres do avô, padrinhos, primos e tios), a T. teve este ano direito a DUAS festas de anos!
Foram dias intensos, de muita agitação, muitos presentes (em demasia), muitas guloseimas e, acima de tudo, muitas emoções.
Dia 28 com a família toda (que conseguiu sei-lá-como marcar o ponto para dar um beijinho à T. em horas desencontradas) e dia 29 com os amigos do colégio.
Com tanta emoção a coisa tinha que rebentar e ontem à noite, já nitidamente muito cansada com os festejos, explodiu!
A fragilidade que referi no post anterior apareceu. Já a esperava há muito tempo, mas só sob pressão se manifestou. Melhor assim, penso eu, mais vale tarde do que nunca.
Ao fim de 2 anos manifestou directamente os ciúmes que sente pela irmã, que, de facto, espalha graça e charme pela casa, estraga desenhos e trabalhos, pega no que não deve, usa e abusa da bondade da T.
Depois de afirmar o quanto gostou das festas e dos mimos que recebeu, chorou, mostrou o seu desconsolo, o seu sofrimento. Consegui que dissesse que, do seu ponto de vista, nós, pais, damos muito mais atenção à P. do que a ela.
Ó mãe, porque se ela se magoa vocês vão logo lá dar-lhe colo. E ficam com ela muito tempo. Quando sou eu, tu dizes sempre já passou e mais nada!", exemplificou.
Abraçadas, conversamos. Expliquei-lhe que o amor que sinto por ela é igual ao amor que sinto pela irmã, e que quando nascer a 3ª eu vou conseguir amar todas da mesma maneira. Tentei fazer com que percebesse que a diferença está na idade, que a P. é bem mais pequena, o que faz com que eu tenha, por vezes, de lhe dar mais atenção.
Referi também que o dia acaba por ser pequeno para se fazer tudo o que se quer, o que faz com que tenha que seguir o meu relógio e não o (imaginário) dela.
"Por isso muitas vezes me zango contigo depois de já te ter chamado 3 ou 4 vezes para o banho ou para vires para a mesa...", sustentei.
Argumentei ainda que só tenho dois braços e duas pernas e que não posso estar em duas situações ao mesmo tempo, tendo ela (bem como a irmã) que aprender a esperar.
A reboque veio o desagrado por só frequentar a natação quando as amigas têm duas actividades.
Mea culpa. A opção, contudo, tem um só objectivo: "Assim podes ir para a piscina quando quiseres sem o pai e a mãe se preocuparem. É muito importante saber nadar e a natação é um desporto completo, que te permite aprender muito mais do que só saber nadar".
"Mas isto e aquilo, porque a não-sei-quantas anda também no ballet e mais isto e aquilo...", ainda disse ela.
Ok, ficamos entendidas, se no próximo Verão a questão como-sobreviver-sozinha-na-piscina-sem-braçadeiras estiver completamente resolvida podemos equacionar inscrevê-la noutra actividade. Este ano não. Além do mais já não há vagas nas outras actividades!
"Mãe, o que é vagas????"
O jogo das cadeiras serviu para explicar o significado!
Adormeceu tranquila. Espero que o seu sorriso meigo regresse agora em força.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Sobrepostas

Chegou o beliche.
A P. dormiu o sono da tarde já na "cama gande". À noite, apesar de pedir para ir para a cama de grades, ficou na nova. Gostou!
Quanto à T, delirou com o andar de cima... queria o lanche na cama e tudo!
A cama de grades... bem, nem vale a pena desmontar. Fica lá ao lado até ter uso, daqui a uns meses. E sempre me vou habituando à ideia de ter 3 num quarto, pelo menos enquanto forem todos/as pequenos/as.
Os brinquedos irão, progressivamente, ser transferidos para o quarto/arrumos/escritório, que lentamente perde tralha e fica mais organizado.

sábado, 7 de junho de 2008

Direito das Coisas

Está oficialmente aberta a época dos bebés (da irmã)! Despe, abraça, dá papa, deita, cobre com manta, passeia no carrinho pela casa com eles.

Começou também a guerra aberta entre as duas na luta pelos brinquedos, em especial as "babi" (Barbies que são Pollys, por acaso).
A mais nova saca surrateiramente a babi à irmã, que quando repara não se deixa ficar, decidindo avançar sem medir diferenças de estatura sobre ela. Gritos, empurrões e afins já são visíveis nestas batalhas caseiras.
Muitas vezes, enquanto a "mama" não repara na falta de uma das babi, a P. vem orgulhosamente exibir o seu troféu aos pais...

Quanto a chichis e cocós no pote, muito mau, nem vê-los! Sem mais nem menos, desistiu de se sentar no trono.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Cumplicidades

Dei pela primeira vez uma sapatada na mão da P depois de ter decidido riscar o sofá com uma caneta verde (ainda se fosse azul, em honra do FCPorto, carago!).
Não chega afirmar que chorou, o melhor mesmo é precisar que as lágrimas saltaram-lhe dos olhos, enquanto ainda me ofuscava com cara de infeliz, pobre coitada e desgraçada.
Após esta "trágica" cena refugiou-se de imediato na "mama" (mana), por quem chamou insistentemente.
A T. não gostou que a irmã tivesse levado uma sacudidela na mão e virou-se contra mim. Ainda lhe vi umas lágrimas solidárias a quererem mostrar o ar da sua graça enquanto "protegia" a P. (dando-lhe um abraço), apesar de as ter tentado disfarçar.
Expliquei-lhe que quando ela tinha a idade da P e fazia asneiras tb ouvia ralhetes e, por vezes, apanhava umas pequenas palmadas, como o que aconteceu com a P.
Será este tipo de solidariedade eterno? Não tenho resposta, só sei que, para já, esta cumplicidade agrada-me! E muito!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Bucha & Estica

E assim andam as minhas miúdas!
Hoje, na revisão dos 5 e dos 15 meses, confirmei que uma é bucha e outra estica...
A mais velha apresenta-se no percentil 90 em altura e peso (elegante, portanto, dentro das suas [grandes] medidas) enquanto a mais nova está entre o 10 e o 25 na altura e no 50 no peso (muito baixa e gordita)!
Esta realidade tem dificultado bastante a tarefa de encaixar a roupa da mais velha na mais nova. Valha-me uma sobrinha que nasceu em Março, cuja roupa encaixa na perfeição, por agora, na P. E valha-me a minha irmã meia bife que, de cada vez que nos visita, lá traz um saco cheio de vestimentas para a rapariga.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O Mundo delas


A T. é capaz de passar horas e horas a pintar, a desenhar, a recortar e a colar. É uma criativa! Actualmente, os corações estão no Top, bem como balões e caras a rir, a chorar e/ou disfarçadas, como palhaços, reis, rainhas e princesas.

A P. encontrou um cantinho seu. É ali, na bolsa dos comandos, que guardas as suas relíquias ou bens que não lhe pertencem (que é o caso) para que ninguém lhes toque. E tira e põe e repete vezes sem conta o mesmo. Naquelas bolsas já apanhei bocados de bolacha, colares da irmã, lápis de cera e legos, entre outros.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Nas férias

Mãe e duas filhas, bem cedo...

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Ternura

Encontrar a T. na cama da P. a fazer-lhe miminhos e a dar-lhe beijinhos hoje de manhã!
Ver a pisco a rir, toda contente com a irmã.
Fiquei derretida... e, apesar de saber que ainda me espera muita luta entre as duas, fica a certeza do que sentem uma pela outra.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Mais hora menos hora...

Faz toda a diferença lá em casa! A mudança de hora alterou o esquema. As crianças acordaram uma hora mais cedo, pois tá claro!
Hoje, às 07:00, já estava a mais velha a cantar para a mais nova, que se desfaz em sorrisos com aquelas piadolas. Ainda tentei interceder, mas não valeu de nada, ou melhor, foi pior a emenda que o soneto. Depois de ir ao quarto delas para mandar calar a T., a P. começou chorar.
(óh pois, quem me mandou pensar que ía conseguir dormir mais uns minutos, armada em xica-esperta, pensando que conseguia que as duas fechassem os olhos mais 40 minutos!!!) .
E agora é noite tãoooooooooooooooo cedo.

sábado, 29 de setembro de 2007

Desde que chegámos de férias que o Homem lá de casa ainda não teve um fim-de-semana livre. Assim sendo, desde que chegámos de férias que eu ainda não tive um dia menos atarefado. Entre as miúdas e o trabalho, tudo se faz, recorrendo por vezes a muita imaginação, para que não perca as estribeiras.

Estamos no final do mês, sinto que estou a atingir os meus limites de conseguir manter-me em pé. Tenho sono em atraso, tenho saudades de horizontalizar o corpo por breves momentos no sofá, tenho o cansaço à flor da pele.

Neste fim-de-semana também eu estou a trabalhar. Ao contrário do Homem lá de casa, sei com a devida antecedência quando é que vou estar de serviço, o que dá alguma garantia para organizar o agregado familiar.
Por força das circunstâncias, as filhas foram outra vez para casa da avó. Mas ontem saí de lá com dois sentimentos opostos: o quanto estou a precisar de dois dias sem filhas (mesmo estando a trabalhar)/o quanto deixá-las lá me está a cortar o coração.

A T. começou a chorar assim que lhe disse que tinha que ir embora. De imediato arranjou uma desculpa para justificar as lágrimas (tão próprio dela, tentar disfarçar a coisa ), mas logo percebi as suas causas. Agarrei-a, apertei-a, dei-lhe conforto. Assim que surgiu a oportunidade, aproveitei uma deixa para brincar com a situação e a"crise" rapidamente passou.
Acredito que esta "crise" aconteça porque o pai tem estado muito ausente, e tem sofrido de paizite aguda, e porque há já cerca de 3 meses que não dormia fora de casa.
A P. já ficou a dormir. Fui eu que a deitei. Mas saber que chora de noite, que está numa fase em que todos os olhos são poucos e que, apesar de tudo, não está comigo não me permite ficar indiferente, mais que não seja pelo trabalho que vai dar aos outros, quando a responsabilidade é nossa.

São lamentos, eu sei, apesar de eu ser apologista de noites fora de casa, convivências com os mais chegados e novas aventuras.
Uma vez por ano, o Homem lá de casa e eu partimos de férias, ou mini-férias, sem filhas. O coração fica mínimo, apertado, mas o corpo enche-se de novas energias e a alma mais viva!

domingo, 19 de agosto de 2007

BOLA

Está oficialmente aberta a época da bola lá em casa!
A Primeira Liga regressou e em força. Não se pode perder pitada da coisa. Entre os diversos canais de televisão que dão tempo a este desporto que entusiasma - dizem - todo o Mundo -, é um vê se te avias... de canal em canal, de jogo em jogo, não dando qualquer hipótese de deter o comando para dar uma espreitadela em séries, notícias, bonecos, documentários, sei lá, coisas.

No entusiasmo com um dos dois golos marcados pelo Quaresma (sim o FC Porto venceu o Braga por 2-1 em casa do adversário), o homem lá de casa levanta os braços energicamente e grita Golo! Golo! Lindo! Lindo!
A P. , sentada a brincar no parque, olha para o pai e estranha, choramingando.
A T. senta-se a seu lado no sofá, começa a esbracejar e diz, alto e a bom som:
- Ò pai, olha para ti... Golo! Golo! Lindo! Lindo!
Com 4 anos já se pode ser crítica... e já percebeu que não tem qualquer hipótese de ver outra coisa na TV.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007



O brilho dos olhos que preenchem a minha vida!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Juntas!

Decidi nestas curtas férias que a P. passaria a dormir no quarto da irmã. Dito e feito! Chegámos a casa e a P. abandonou o quarto/escritório/arrumos, onde (ainda) mal cabe o berço, onde (já) mal cabia ela.
A 1ª noite correu bem, já que a T. dorme que nem chumbo, não acordando as 2 vezes que a P. chorou e tive que ir lá.
Hoje, 2ª noite, a coisa está a correr...
Porque não jantou em tempo útil (o que tem sido recorrente e é tema para outro post após consultar o pediatra), a T. foi para a cama cedo, o que fez com que a P. se tenha deitado quando a irmã ainda estava acordada.
Sou chamada ao quarto, num tom cabisbaixo, pela T., para me avisar que a P. "não estava direita" na cama. Digo-lhe que não tem mal, que daqui a uns dias estará provavelmente com a cabeça do lado dos pés. Desvalorizo e recomendo que não olhe para a irmã, para que ela adormeça. Eis senão quando... vejo a P. a puxar com a sua mão o resguardo da cama para baixo, para assim conseguir visualizar a eventual agitação nocturna da irmã.
Estão juntas no quarto desde as 21:00. A P. ainda palra, a T. ainda mexe!

A partilha do quarto só acontece agora por alguns motivos: saber que a P. não dorme muito bem e esperar pela "consolidação" do seu sono (ehhh, não é bem assim, mas...), preferir esperar pelas férias para não interferir no dia-a-dia da T. em tempo de escola.
Depois de avisos lançados durante os últimos 3 meses, comuniquei esta decisão à T. durante as férias. Não gostar foi a sua primeira reacção, já que aquele quarto é dela há 4 anos...
A verdade é que os sonos da manhã e da tarde da P. são já feitos naquele espaço há uns 5 meses para habituação de ambas.

Sempre partilhei o quarto com a minha irmã mais velha enquanto me mantive em casa. Confesso que as guerras eram quase diárias (não sei como é que a minha mãe não se passava mais!). Apanhei com a sua almofada muitas vezes, porque se queixava do meu ressonar (o homem lá de casa não se queixa). A que acordava mais cedo tinha obrigatoriamente que deixar a roupa e o material escolar fora do quarto. O espaço de cada uma esteve sempre bem delineado. Enfim, agora olho para estas situações e recordo-as com alguma saudade...

Com a partilha daqueles metros quadrados aprendi desde cedo a respeitar o espaço dos outros. E é tão importante ter respeito pelos outros!

O quarto/escritório/arrumos é mesmo isso tudo, que vergonha! Mas a culpa é dos apartamentos dito modernos, que têm pouco espaço para a TRALHA do homem lá de casa. E não estou a exagerar, já que apenas tenho umas coisitas naquele espaço.
Não sei se é comum ou se sou só eu sofro com a quantidade de TRALHA que o marido tem.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

O quanto é bom...

É tão bom, mas mesmo tão bom, aconchegar-lhes os lençóis antes de me ir deitar, sentir os seus cheiros, tão distintos, e vê-las a dormir pacificamente...
O quanto gosto destes pequenos momentos. São eles que me fazem feliz, que me deixam com a confiança necessária de seguir em frente, dia após dia, para suportar birras atrás de birras, choros e desaventuras, típicas das idades.
É tão bom, mas mesmo tão bom, sentir-me feliz enquanto olho para elas, enquanto as vejo as brincar, felizes.
O quanto gosto de ver que já existe cumplicidade entre as duas, apesar da grande diferença de idades e de a Pisco ser ainda um pisco de gente.

PS: Fui, como vou todas as noites, aconchegar-lhes os lençóis depois de assistir ao último episódio do ER, na RTP2. Mas que episódio impressionante.
E o problema é que agora lá se foi mais uma série que seguia. Que saudades tenho do Michael, do Prison Break! Volta, filho, tás perdoado e a gente cá te espera (ansiosamente) na 3ª temporada.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Vocabulário novo

Novas palavras vão saindo quase todos os dias da boca da T.
Noto que está a aumentar o seu vocabulário, junta palavras muito mais elaboradas, diz frases tiradas sei lá de onde!

Este FDS, em pleno campo, e entre brincadeiras com formigas, afirmou:
T: Já as despistei! Agora é que vai ser...

A P. fartou-se de provar relva e trevos!